Policiais mortos no Rio de Janeiro eram considerados pilotos experientes

15:58:00

Mortos na queda do helicóptero da Polícia Militar no início da noite de sábado (19) na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio, o major Rogério Melo Costa, 36, e o capitão Willian de Freitas Schorcht, 37, eram pilotos experientes, segundo conhecido. Os dois fizeram o curso de formação em 2012 e estavam lotados no GAM (Grupamento Aeromóvel) da PM.

"Eles tinham muitas horas de voo e capacidade para realizar aquele tipo de missão. Estavam acostumados a sobrevoar comunidades. É lamentável o que aconteceu", disse um colega de turma na Escola de Aviação da Polícia Militar.

Melo entrou para a polícia em 1999 e Schorcht era da turma de 2003, segundo este amigo. Ambos passaram no processo seletivo para a formação em pilotagem em 2012. Primeiro, assistiram um curso teórico oferecido pela própria corporação. Depois foram para Contagem, em Minas Gerais, onde fizeram aulas práticas.

"O Grupamento Aeromóvel dava apenas formação teórica pois na época pois a Polícia Militar não tinha helicóptero de instrução. Então a PM licitou uma escola para formação prática, a Efai, em Minas Gerais. Os dois foram muito bem nos cursos e desde então sempre estiveram no GAM", explicou o piloto da polícia do Rio.

As outras duas vítimas do acidente, o subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39, e o sargento Rogério Felix Rainha, 39, eram tripulantes da aeronave. Eles faziam imagens aéreas e davam apoio aos pilotos.

Barbosa e Felix, como tripulantes, tinham atribuição de alertar os pilotos de algum perigo, como a presença de pessoas estranhas, de uma ave ou rede de alta tensão. Ambos seguiam armados para a eventualidade de precisar fazer algum disparo.

Os quatro mortos serão velados coletivamente na sede do Batalhão de Choque, no centro do Rio. O horário ainda não está confirmado pois depende da liberação dos corpos no IML (Instituto Médico Legal).

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