China torra bilhões para virar potência no futebol

14:11:00


Muitos dos astros do futebol europeu e sul-americano abdicaram do glamour do Velho Continente para faturar montanhas de dinheiro na China, que viu a qualidade e atratividade de sua liga subir consideravelmente em poucos anos. Este novo cenário, porém, não causou um grande efeito de imediato na seleção local.


Com metade das dez rodadas disputadas da última etapa das eliminatórias asiáticas, a China, que é a 83ª colocada no ranking da Fifa, está na lanterna da chave A com dois pontos, atrás de Catar (quatro pontos), Síria (cinco), Uzbequistão (nove), Coreia do Sul (dez) e Irã (11). Como somente os dois primeiros vão ao Mundial de 2018 e o terceiro disputará a repescagem, os chineses estão em uma situação delicada. O país não joga a Copa desde 2002.

Nos jogos disputados até aqui, a China perdeu para Coreia do Sul (3 a 2) e Uzbequistão (2 a 0) fora de casa e ainda acabou superada pela Síria, que está inserida em uma guerra civil e vive crise humanitária séria, em casa (1 a 0) e somou pontos apenas com dois empates sem gols em casa, contra Irã e Catar.


Em meio ao momento ruim, o técnico Marcelo Lippi, campeão do mundo com a Itália em 2006, foi contratado no fim de outubro para tentar reverter a situação. Ele esteve no banco na derrota ara o Uzbequistão e no empate com o Catar. O salário do italiano de 68 anos seria de cerca de 18 milhões de euros anuais.


Os resultados são extremamente modestos para um país que deseja ser uma potência do futebol em 2050. O esporte virou prioridade de estado de um governo, que planeja 20 mil centros de treinamento de futebol , 70 mil campos e 50 milhões de adultos e crianças praticando futebol em 2020.


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Além da mentalidade criada pelo próprio país, o investimento nos clubes chineses também é cada vez mais chamativo. Na sexta-feira, o canal britânico Sky Sports informou que o Hebei Fortune está disposto a oferecer um contrato de 500 milhões de euros (1,75 bilhão na cotação atual) líquidos, válido por cinco temporadas, para tirar Lionel Messi do Barcelona.


Dias antes, foi noticiado que outro argentino poderia ir à China para receber um salário astronômico. De acordo com o jornal Olé, o Shanghai Shenhua estaria disposto a pagar R$ 141,5 milhões a Carlos Tevez por ano. Além disso, Oscar prester a trocar o Chelsea pelo país asiático para se tornar um dos futebolistas mais bem pagos do mundo.

A China tem despertado a atenção dos fãs do futebol ao redor do mundo pelo dinheiro e pelos craques. Porém, por enquanto, não por sua seleção.

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