terça-feira, 16 de maio de 2017


Trecho da Avenida Coronel Martiniano será oficialmente transferido para o município

O trecho da Avenida Coronel Martiniano, localizado em Caicó, será de responsabilidade do município. O Dnit e a Polícia Rodoviária Federal já tinha o interesse de repassar a responsabilidade para o município desde que foi concluída as obras do contorno viário de Caicó.

O projeto foi enviado para a Câmara de Vereadores de Caicó.

URGENTE : GRAVE ACIDENTE DE TRÂNSITO NA BR 427

Por volta 18h40min desta terça-feira  (16), foi registrado um grave acidente de trânsito na BR 427 entre os municípios de Acarí e Currais Novos.

Uma colisão frontal envolvendo um veículo gol da Prefeitura de São José do Seridó e outro veículo da Cidade de Acarí. 

O motorista do gol da prefeitura de São José do Seridó ficou preso entre as ferragens e foi retirado por uma equipe dos Bombeiros de Caicó, os demais passageiros já estão recebendo socorro por parte dos profissionais do Samu Caicó e de militares dos Bombeiros.

Um dos estudantes  está sendo transferido para Caicó em uma unidade do Samu.


URGENTE : SUPERMERCADO É VITIMA DE ASSALTO NA ZONA NORTE DE CAICÓ

Por volta 18h10min desta terça-feira  (16), foi registrado um assalto a mão armada no supermercado Ideal que fica localizado no Bairro Recreio.

De acordo com informações, um indivíduo chegou ao local e de arma em punho anunciou o assalto, levando todo o dinheiro de um dos caixas.


URGENTE : MULHER É VITIMA DE ASSALTO NO CENTRO DE CAICÓ

Por volta 13h15min desta terça-feira (16), dois bandidos roubaramanhã uma mulher em frente a uma lanchonete que fica localizada ao lado da Escola Santa Teresinha no centro de Caicó.


Dois indivíduos em uma motocicleta passavam no local e abordaram a vítima, um dos criminosos de arma em punho anunciou o assalto.


Em uma ação de pouco mais de dois minutos, o suspeito subtraiu o dinheiro da vítima e logo em seguida fugiu com o comparsa com destino ignorado.



ALCAÇUZ TEM 71 DESAPARECIDOS, E NÚMERO DE MORTOS EM REBELIÃO PODE CHEGAR A 100

Através de relatório elaborado pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, o número de mortes e detentos desaparecidos é superior ao divulgado

Elaborado pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), relatório aponta que o número de mortos no massacre de Alcaçuz pode chegar a 90. Os peritos responsáveis por elaborar o documento, coletaram dados que indicam que há cerca de 71 detentos desaparecidos. Segundo divulgado pelo governo do estado, oficialmente, durante as rebeliões que aconteceram em janeiro, 56 detentos estavam foragidos e 26 era o número de mortos.

No mês de março, uma equipe do MNPCT esteve em Natal para realizar investigações. Junto ao Itep, foram realizadas perguntas específicas para obter um número preciso e da situação a cerca do ocorrido. Detentos e agentes penitenciários também foram ouvidos pessoalmente no presídio.


 Dos 26 corpos recolhidos pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), quatro ainda não foram identificados. Destes, um não foi enterrado como indigente por não possuir familiares que realizassem o reconhecimento da vítima. Os outros três foram carbonizados, e por esse motivo, permanecem no instituto para os processos de reconhecimento. No dia 11 de maio, uma ossada foi encontrada próxima a um pavilhão da unidade. Porém, ainda se aguarda a confirmação que dirá se os restos mortais são humanos e a data na qual a provável vítima veio a óbito.

 Segundo trecho do relatório, “há 71 pessoas que constam estar em Alcaçuz, mas que não estão. Elas podem ter tido transferência não registrada, fugas/recapturas não contabilizadas, ou óbitos não reconhecidos […]. É possível que o número de mortes se aproxime à estimativa inicial, ou seja, 90 mortos”.

No relatório, ainda é apontado um grave índice. “Há fortes indícios de que aproximadamente 49% de toda a população carcerária de Alcaçuz estaria presa indevidamente”, segundo os peritos. Ou seja, cerca de 636 pessoas estão sendo detidas no presídio sem necessidade.


Outra informação obtida pela equipe do mecanismo, é sobre uma fábrica de bolas que existe dentro da penitenciária. Por esta razão, mais detentos podem ter sido incinerados no local, o que aumentaria o número de mortos que podem estar nas fossas sépticas ou enterrados. Segundo o relatório, “peritos teriam recolhido as cinzas, mas não teria sido possível proceder à identificação devido ao estado das amostras”.

 Péssimas condições

Através do relatório, foram apontadas as péssimas condições das celas no presídio, em especial em um dos pavilhões, onde a média de detentos é de 17 por cela, sendo que sua capacidade é de 8.


“As condições das celas e pavilhões são bastante insalubres, com acúmulo de sujeira decorrente da danificação da estrutura física, restos de alimentação e dejetos humano não evacuados pelo esgotamento sanitário – devido ao racionamento de água. Ambiente propício para a proliferação de doenças e sério comprometimento à saúde. Fiações expostas e arranjos elétricos perigosos prejudicam ainda mais a segurança das pessoas, o que piora nos períodos de chuva. O contexto infraestrutural de vida cotidiana expõe os presos a tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, com condições propícias à tortura”.


Sobre a alimentação, de acordo com as investigações, os detentos passam até cerca de 14 horas sem realizar uma alimentação. Além de que não são todos os presos que tem acesso a alimentação, já que o alimento não é entregue diretamente a cada um deles. Também não há acesso a água potável.


Segundo relatos, os presos não possuíam acesso a atendimento médico há cerca de 6 anos. Os materiais de higiene também seriam escassos, quando uma escova de dentes seria dividida e utilizada por até 10 detentos. Em um mutirão de atendimentos médicos realizado em março, foram identificados 67 presos com tuberculose, 32 com sífilis, 12 contendo HIV e 8 com hepatite. Todos, nesse caso, com nenhum tipo de atendimento durante anos.


Não só os detentos, mas também os agentes penitenciários também sofrem com a precariedade da penitenciária. De acordo com informações dos peritos, existe apenas um acesso de entrada e saída, o que pode causar preocupações em situações como rebeliões, onde a urgência da vazão dos funcionários poderá ser comprometida.



Sobre os locais utilizados para descanso dos agentes, o relatório informa que “são extremamente quentes, com mosquitos, camas e armários velhos e sujos e ventiladores improvisados. Os banheiros são impróprios e não funcionam e as instalações elétricas são comprometidas”.


A proporção para cada agente penitenciário é de cerca de 120 detentos. Porém, a Lei de Execuções Penais impõe que cada agente seja responsável por cinco presos. Nenhum tipo de serviço de acompanhamento social ou psicológico é oferecido aos funcionários.

 Objetivo

O relatório criado pelo MNPCT, tem como fim prevenir e combater os maus tratos sofridos pelos detentos e agentes. O formato é de denúncia aos casos. Cópias foram enviadas para o Subcomitê de Prevenção a Tortura da Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA), além de órgãos regionais, como as secretarias de Segurança Pública (Sesed), Justiça e Cidadania (Sejuc), Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, entre outros órgãos.


Outro objetivo do documento, é orientar as famílias e vítimas envolvidas nos casos, para que, assim, possam procurar seus direitos. O próprio relatório pode ser utilizado como prova para as ações.

Agora RN / Plantão Caicó