sexta-feira, 16 de junho de 2017


FACÇÃO CRIMINOSA MOVIMENTOU CERCA DE R$ 6 MILHÕES NOS ÚLTIMOS ANOS NO RN


A operação ‘Juízo Final’, que vem sendo deflagrada nesta sexta-feira, 16, no estado do Rio Grande do Norte, detectou movimentações financeiras advindas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) de cerca de R$ 6 milhões.

Segundo investigações, cerca de 184 contas de familiares dos investigados, predominantemente de mulheres, foram utilizadas nas movimentações.

Redes sociais eram utilizadas para a comunicação dos presidiários. Por esta razão, ordens judiciais foram expedidas para a quebra de sigilo revelar os planos dos criminosos. O Facebook, porém, informa que não armazena informações de seus usuários, e que por esta razão, não poderia contribuir com a Justiça.

A rede social foi multada em R$ 15 milhões por não contribuir com operação. Outros documentos acumulados durante investigação, comprovam que houve o descumprimento de ordens judiciais também do Whatsapp.

Estão envolvidos na operação cerca de 200 policitais militares, promotores de Justiça, servidores do Ministério Público e agentes penitenciários estaduais e federais. São cumpridos 129 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de prisão e 24 conduções coercitivas, que serão cumpridas em 18 cidades do estado, 13 estabelecimentos prisionais estaduais e um presídio federal em todo o estado.

Agora RN 

URGENTE : EX-VOCALISTA DA BANDA CAVALEIROS DO FORRÓ MORRE EM ACIDENTE DE TRÂNSITO NO CENTRO DE ARACAJU

Além da cantora ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró "ELIZA CLIVIA" um homem também foi a óbito no acidente de trânsito ocorrido no inicio da tarde desta sexta-feira, (16), na rua capela em Aracaju(SE).

Segundo informações, a artista que estava seguindo carreira solo e cumpria agenda, estava seguindo para uma serie de participações em rádios e TV de Aracaju quando aconteceu a tragédia. 

O veículo em que Eliza estava foi atingido violentamente por um ônibus coletivo na esquina das ruas Aruá e Maruim, o motorista escapou com ferimentos leves. Segundo um oficial do corpo de bombeiros que estava no local, as mortes poderiam não ter acontecido se as vítimas estivesse utilizando o cinto de segurança.

Eliza tinha um show agendado para o último final de semana de festa de Sant'ana em Caicó.

PERDI A CHAVE DO CARRO, E AGORA?



"Tenha sempre uma ou duas chaves reservas do seu veiculo, assim você evita dor de cabeça e principalmente dor no BOLSO!"

Em Caicó você tem a Caicó Auto Chaves.

Chaves codificadas para automóveis nacionais e importados.

Obs: 

 - Consertamos módulos de Air Bag e Abs!

 - Consertamos buzina de toyota hilux e corola em geral !!

Contatos - 84 - 9. 9668-8485

WhatsApp - 84 - 9.9945-5859



MP DEFLAGRA OPERAÇÃO JUÍZO FINAL TENDO COMO ALVO O PCC

Após quase dois anos de investigação, o Ministério Público do Rio Grande do Norte realizou operação contra integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação em quase todo sistema penitenciário do RN de onde planejavam ações relacionadas a tráfico de drogas, roubo de veículos, estouros de caixas eletrônicos, homicídios, estruturação da facção, entre outros.


Denominada “juízo final”, O GAECO com apoio das Polícias Militar busca o cumprimento de 129 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de prisão e 24 conduções coercitiva. As medidas estão sendo cumpridas em 18 cidades do estado, 13 estabelecimentos prisionais estaduais e um presídio federal.


A investigação mostrou que os alvos comandam o tráfico de drogas de dentro dos presídios apresentando uma área de atuação em praticamente todo o sistema carcerário potiguar e mantendo articulações com integrantes da investigada facção em outros estados do Brasil.


Cadernos apreendidos apontam a relação os integrantes da facção criminosa, data de batismo, função e número de telefones. Além disso, documentos com dados bancários foram apreendidos, o que colaborou para demonstrar a movimentação financeira do grupo.


A investigação conseguiu a fixação de multa a empresa proprietária do aplicativo whatsapp no valor de condenação de R$ 15 milhões pelo descumprimento reiterado de ordem judicial.


Os alvos da operação vão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outros. O material apreendido no cumprimento de outros mandados será analisado junto com o que já estava em posse dos promotores que atuaram na operação.

Facção Criminosa PCC

O Primeiro Comando da Capital tem agido em quase todo o Brasil e também na América do Sul há mais de duas décadas comandando crimes dos mais variados. A facção se notabilizou por grandes ações criminosas como assaltos a bancos e carros-fortes além de rebeliões em presídios espalhados pelo Brasil, bem como por ataques a agentes de segurança pública. Em muitos casos, ações orquestradas dentro e fora da cadeia. Além do nome e da sigla, a facção é identificada pelo número 1533. Nos últimos anos, com o surgimento de outras facções nos estados e a disputa pelo domínio territorial do tráfico, o PCC começou a travar uma verdadeira guerra com os demais integrantes de facções inimigas nos mais variados presídios do Brasil.     Após quase dois anos de investigação, foram apreendidos cadernos e papéis com nomes, apelidos, datas, identificações de “padrinhos” (pessoas da facção que apadrinham o novo integrante), a “quebrada de origem” (de onde vem aquele que busca entrar no PCC), “quebrada atual” (onde está atuando recentemente) e as “faculdades” (forma como identificam as unidades do sistema penitenciário).


Foram interceptadas conferências dos líderes da facção PCC nas quais os membros eram relacionados com nomes, alcunhas, matrícula e batismos. Nessas conferências, presos de praticamente todos os estados da federação se comunicavam.


Telefonia era “arma” da facção

Durante a análise dos áudios da operação, é mostrado que os principais investigados integram uma organização criminosa com divisões de tarefas bem definidas visando a prática de crimes, além de acirrarem a rixa contra a facção local – Sindicato do RN.


Resgate de presos, assaltos, roubo de veículos, tráfico e plano para matar rivais são alguns dos assuntos discutidos entre os investigados durante o período que tiveram suas ligações telefônicas monitoradas.


Em alguns dos áudios, é possível notar que alguns dos investigados estão comandando o tráfico de drogas de dentro dos presídios assim como na grande Natal e com atuação em Mossoró.

Cadernos do crime

Durante o período de investigação, foram apreendidos cadernos e papéis com informações dentro de algumas unidades prisionais do RN.

As anotações contêm nomes, apelidos, datas e números de telefones. Além disso, há identificação dos “padrinhos” (pessoas da facção que anuem á entrada do novo integrante), a “quebrada de origem” (de onde vem aquele que busca entrar no PCC), “quebrada atual” (onde está atuando recentemente) e as “faculdades” (forma como identificam as unidades do sistema penitenciário).


Os dados contidos nas anotações registram toda a atividade criminosa e o quantitativo de integrantes da organização a qual conta hoje com mais de 600 integrantes do Estado.

“Cunhadas” movimentam finanças

A operação também revelou um esquema “familiar” usado pelos investigados que estão reclusos. Mulheres conhecidas como “cunhadas” fornecem seus dados bancários para transações financeiras dos presos. Houve o afastamento do sigilo bancário de 184 contas relacionadas com a  facção, as quais movimentaram, num período de dois anos, aproximadamente 6 milhões de reais.


Participam da operação 200 policiais militares, promotores de justiça, servidores do Gaeco e agentes penitenciários estaduais e federais.


Locais de cumprimento das medidas de prisão, buscas e apreensões e conduções coercitivas:

Natal, Parnamirim, Ceará Mirim, Macaíba, Baía Formosa, Mossoró, Itajá, Felipe Guerra, Baraúna, Caraúbas, Martins, Pau dos Ferros, São Francisco do Oeste, Tenente Laurentino Cruz.

Unidades Prisionais para cumprimento de prisões e buscas e apreensões:

Penitenciária Rogério Coutinho Madruga (Pav. 5), Alcacuz, Cadeia Pública de Natal, CDP Zona Norte, Complexo penal João Chaves, CDP Pirangi, PEP Parnamirim, CDP Parnamirim, Cadeia Pública de Mossoro, CPEAMN Mário Negócio, Cadeia Pública de Caraúbas, Presídio de Pau dos Ferros, CDP Patu, CDP Parelhas, CDP Jucurutu.

Presídio Federal de Porto Velho.

Já estão sendo encaminhadas ao Poder Judiciário 26 denúncias contra os alvos da operação pelos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Outras denúncias ainda serão oferecidas.