domingo, 29 de outubro de 2017


Pesquisa do Ibope aponta liderança disparada de Lula

Se a eleição presidencial de 2018 fosse hoje, o segundo turno seria disputado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), aponta pesquisa realizada pelo Ibope.

Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o petista teria 35% das intenções de voto contra 15% do parlamentar, de acordo com os dados divulgados neste domingo pelo jornal “O Globo”.

Feita entre 18 e 22 de outubro, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas em todos os Estados, com margem de erro de dois pontos percentuais. Esse foi o primeiro levantamento feito pelo Ibope tendo em vista a disputa pelo Planalto no ano que vem. O Ibope ainda não divulgou a íntegra da pesquisa, que também não aparece registrada no site do TSE.

Atrás de Lula e Bolsonaro, aparecem a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 8%, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), e o apresentador de televisão Luciano Huck (sem partido), com 5%, e o prefeito paulistano, João Doria, com 4%. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem 3% das intenções de voto.

Nesse cenário, brancos e nulos somam 18%. Não sabem em quem votar ou não responderam são 5% dos eleitores consultados.

O resultado apontado pela pesquisa é semelhante ao do último levantamento do Datafolha, feito em setembro. Nele, Lula teria 36% contra 16% de Bolsonaro em uma simulação que traz Alckmin como candidato tucano. Já quando Doria é o postulante do PSDB, o ex-presidente fica com 35% e o parlamentar, com 17%.

A diferença fica por conta da performance de Marina, que tem 14% quando Alckmin está na disputa, e 13% quando Doria é o concorrente.

Empate sem Lula

Já em uma eleição sem Lula, a liderança seria dividida por Bolsonaro e Marina, de acordo com pesquisa estimulada do Ibope. O deputado e a ex-senadora atingiriam 15% das intenções de voto.

Eles são seguidos por Huck (8%), Ciro e Alckmin (cada um com 7%), e Doria (5%). O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que substituiria o ex-presidente na disputa como candidato do PT, ficaria com 1%.

28% dos eleitores, nessas condições, optariam por anular ou votar em branco. Outros 6% não sabem ou responderam.

Já na pesquisa espontânea, em que o eleitor fala em quem pretende votar, Lula também lidera, com 26%. Ele é seguido por Bolsonaro, com 9%, e Marina, com 2%.

Alckmin, Doria e Ciro têm 1%, assim como a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o atual mandatário, Michel Temer (PMDB).

Brancos e nulos empatam com Lula ao atingirem 26%. Não sabem ou não responderam somam 30%.

Corpo de irmã Terenice já está sendo velado


O corpo da irmã Terenice já está sendo velado na capela do Educandário Santa Teresinha.

O sepultamento ainda está sendo definido, já que a direção da escola aguarda a chegada dos familiares de Terenice que é natural da Bahia.

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Freira morre carbonizada no Educandário Santa Teresinha de Caicó

Por volta 02:40 deste domingo (29), foi registrado um incêndio em das duas do Colégio Santa Teresinha, os bombeiros foram acionados para controlar as chamas. Uma freira que estava dormindo em um dos quartos não conseguiu sair e morreu carbonizada.



Segundo as primeiras informações que chega Terenice estava dormindo em um dos quartos e não conseguiu sair no momento do incêndio e acabou morrendo carbonizada.



Prefeitos vão em busca de fonte extra para décimo terceiro e custeio


Ás vésperas de ter de arcar com duas folhas de pagamento de pessoal dentro do mês de dezembro, devido o 13º salário dos servidores públicos municipais, os prefeitos dos 167 municípios do Estado tentam buscar saídas para honrar a folha do funcionalismo, um dos motivos que estão levando os os gestores a pressionar o governo federal por uma ajuda extra de R$ 4 bilhões para saldar os compromissos com pagamentos, inclusive de outras despesas correntes, como fornecedores de bens e serviços.

Benes Leocádio afirma que está impossível para os municípios “honrarem os compromissos”

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Benes Leocádio, afirma que a preocupação é procedente, “até porque a crise vem se agravando e se nós nem concluímos o ano já tem muitos municípios que não estão pagando a folha de seus servidores dentro do mês, não precisa dizer mais nada”.

Para Benes Leocádio, em dezembro “será praticamente impossível uma boa parcela dos municípios honrarem com seus compromissos”, pois muitas prefeituras para honrar a folha dos servidores públicos “estão deixando em aberto obrigações previdenciárias”.

Ex-prefeito de Lajes, Leocádio , disse que o mais grave é que só na primeira cota do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no dia 10 de outubro, quase 50 prefeituras tiveram o FPM “zerado”, enquanto no dia 20 esse número foi de 32 prefeituras: “Ninguém vai atrasar salario do servidor porque quer ou priorizou outra despesa, é porque o dinheiro não está sendo suficiente”.

Daí, segundo Leocádio, “o grande número de prefeituras 'zerarem' o Fundo de Participação do Município (FPM), porque o governo retira de uma vez aquela obrigação da contribuição previdenciária patronal de 22% sobre a folha de pessoal, além da parte do empregado”

Leocádio declarou que isso também vem impedindo “qualquer movimentação no tocante a investimento, contrapartidas de convênios e parcerias a serem firmadas com outros entes federativos”. O presidente da Femurn alerta que em 2017 a situação financeira dos municípios é bem diferente do ano passado, quando houve a repatriação de recursos financeiros depositados por pessoas físicas e jurídicas brasileiras no exterior, pois municípios “que esperavam receber R$ 400 mil, receberam só R$ 23 mil de recursos extras'.

Já o prefeito de Macau, Túlio Lemos (PSD), diz que a situação é tão crítica do ponto de vista financeiro, que os prefeitos ali da região à exceção do município de Guamaré, ninguém praticamente está falando no pagamento do 13º salário dos servidores públicos municipais. “Apesar de ser uma obrigação constitucional e um dever dos municípios, mas as prefeituras estão lutando para pagar o mês, o gerenciamento da folha hoje é o principal”, afirma o prefeito.

Túlio Lemos declarou que a dificuldade “é tão grande, que a preocupação é de se cumprir os compromissos básicos, o décimo mesmo sendo um dever, é uma coisa extra, sinceramente não sei como é que os municípios vão resolver essa situação do décimo, uma situação muito complicada”.

Em alguns casos, existe a possibilidade de os prefeitos efetuarem o pagamento do 13º salário dentro do prazo legal – até o dia 20 de dezembro, e empurrar a folha mensal de dezembro para janeiro de 2018, hipótese que Túlio Lemos diz que não está fechada em relação a Macau: “Mas foi exatamente isso que a gestão anterior fez 2016, deixou novembro e dezembro pra mim e pagou o 13º , a fim de se livrar de uma questão obrigatória, recebi quatro folhas atrasadas e ainda estou pagando atrasados, acredito que essa vai ser a saída de muitos municípios, pagar o décimo e negociar a folha de dezembro”.

Em Santana do Matos, o prefeito José Edvaldo Guimarães Júnior (PR), diz que para evitar a pressão do pagamento de duas folhas em dezembro, também está “se pagando o 13º salário dentro do mês de aniversário do servidor público”.

Para Guimarães, sanada essa questão da folha extra do 13º, o maior problema de Santana do Matos é a escassez de água por causa da seca que se estende há cinco anos.

Tribuna do Norte

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