COMANDO DA PM PLANEJA ACABAR COM UPP E COLOCAR BATALHÃO NA ROCINHA

08:10:00

RIO - A cúpula da PM quer extinguir a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha e instalar um batalhão na comunidade. A ideia é baseada num estudo elaborado no ano passado por uma comissão de oficiais do Estado Maior e da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) da corporação. Eles concluíram, após três meses de pesquisa, que a UPP da favela não consegue mais atingir seu principal objetivo: fazer patrulhamento com o apoio de moradores.


Segundo o estudo, policiais da UPP só circulam em 49% da área da Rocinha. A extinção da unidade, agora, só depende da aprovação do secretário de Segurança, general Richard Nunes, que já deu sinal verde para a redução do programa de pacificação. O batalhão que deverá ser inaugurado na comunidade terá, de acordo com fontes da PM, um “perfil operacional” — sairá do papel com a responsabilidade de retomar o território perdido para o tráfico.

O comando da PM planeja distribuir o efetivo lotado na Rocinha em várias regiões do estado. Policiais que têm perfil de proximidade com moradores iriam para outras favelas. A unidade local tem o maior contingente entre todas as UPPs: cerca de 700 homens. A tropa do quartel planejado pela cúpula da corporação seria completamente nova, e contaria com o apoio de equipes dos batalhões de Choque e de Operações Especiais (Bope), que seguiriam ocupando a comunidade.

A PM também planeja uma mudança na estratégia de patrulhamento da Rocinha, baseada numa série de visitas à favela feitas por oficiais que elaboraram o estudo. Para eles, a localização da base da UPP, situada numa das extremidades da comunidade, dificulta o policiamento ostensivo. O deslocamento de policiais até pontos considerados críticos, como o Beco do 199 e a área chamada de Roupa Suja, é muito demorado. Por isso, está sendo cogitada a instalação do batalhão na região central.

EXTINÇÃO DE OUTRAS DEZ

A mudança na Rocinha é considerada uma prioridade, mas a PM também analisa a possibilidade de pedir à Secretaria de Segurança a extinção, em curto prazo, de outras dez UPPs: Batan, Caju, Camarista-Méier, Cidade de Deus, Coroa-Fallet-Fogueteiro, Prazeres, Complexo do Lins, Mangueirinha, São Carlos e São João. Todas foram reprovadas no levantamento realizado no ano passado. A Vila Kennedy integrava a lista, porém será mantida por conta das ações das Forças Armadas na favela.

Nas comunidades que têm UPPs “condenadas”, o Estado Maior da PM estuda repetir o que foi feito na Vila Joaniza, na Ilha do Governador: substituí-las por companhias destacadas. No fim do ano passado, traficantes destruíram o Posto de Policiamento Comunitário (PPC) da favela. A corporação, então, construiu cabines blindadas no local.

O efetivo que será retirado das unidades que deixarão de existir vai para três batalhões nos quais o comando da Polícia Militar detectou um déficit significativo da tropa — 20º BPM (Mesquita), 7º BPM (São Gonçalo) e 3º BPM (Méier) —, e também reforçará um grupo de UPPs classificadas como estratégicas: Providência, Manguinhos, Jacarezinho, Arará-Mandela, Adeus-Baiana, Alemão, Chatuba, Fazendinha, Fé-Sereno, Nova Brasília, Parque Proletário e Vila Cruzeiro.

O estudo sobre as condições das UPPS foi apresentado ao ex-secretário de Segurança Roberto Sá em agosto do ano passado. Apesar do diagnóstico, ele e o então comandante da PM, coronel Wolney Dias, decidiram não recuar com o projeto de pacificação.


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