Membro do PCC acusado de matar líder de facção se entrega, mas é solto por lei eleitoral

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Gegê do Mangue - Divulgação

Com prisão preventiva decretada pelo assassinato de dois líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), André Luis da Costa Lopes, se entregou à Polícia Civil na quinta-feira (25), no Guarujá (SP), mas não foi preso por força da lei eleitoral.

“Andrezinho da Baixada”, como é conhecido, foi indiciado por dois homicídios – o de Rogério Jeremias de Simone (Gegê do Mangue) e Fabiano Alves de Souza (Paca) – ocorridos em Aquiraz (CE) em fevereiro do ano passado.

Depois de apresentar ao 2º Distrito Policial da cidade litorânea, ele prestou depoimento e foi embora pela porta da frente, ao lado de seu advogado. A lei proíbe a prisão, exceto em flagrante, de cinco dias antes até 48 horas depois do pleito.

A Polícia Civil não divulgou o teor do depoimento. O criminoso, de 39 anos, estava desaparecido desde que o PCC havia determinado a morte dele e de seu comparsa nos assassinatos, Érick Machado dos Santos, de 34.

Em maio, quando a polícia acreditava que ele estava morto, Andrezinho pediu à Justiça do Ceará o relaxamento de sua prisão, que foi negado. Assim, acredita-se que a cúpula da facção já tenha perdoado o crime.

Além dos crimes, Andrezinho é apontado como dono de uma chácara em Bertioga(SP) avaliada em R$ 1 milhão. O imóvel foi bloqueado pela Justiça. Vizinhos chegaram a apontar que o suspeito realizava festas no local.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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