Vazão de água da transposição que chega à Paraíba é insuficiente, diz Aesa

06:32:00


A vazão de água da transposição do Rio São Francisco que chega à Paraíba é insuficiente para atender a demanda hídrica do estado, segundo o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) da Paraíba, João Fernandes. O gestor afirmou na tarde desta quinta-feira (18) que o volume de água que chega a Monteiro, no Cariri, é de 250 litros por segundo e que a quantidade é baixa, já que a vazão no local já foi 6,8 mil litros por segundo.

De acordo com a Aesa, a atual vazão não garantiu que água chegasse ao Açude de Poções. O presidente da agência também esclareceu que não há a obrigação de aumentar a vazão, no momento, por causa das obras que foram feitas no local recentemente. Mas para que o sistema de distribuição seja bem testado, é necessário um grande volume de água.

Segundo João, o volume de água do Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, é 112 milhões de metros cúbicos e garante o abastecimento de Campina Grande e outras 18 cidades por dois anos.

Na tarde desta quinta, ele participa de uma reunião com o Comitê Gestor de Integração do Rio São Francisco, na oportunidade ele pretende cobrar o aumento da vazão, em Monteiro, para até 4 mil litros cúbicos de água por segundo.

O Ministério da Integração Nacional informou que o volume médio de água liberado por dia pelo bombeamento do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco é de 2 mil litros por segundo. E que a vazão foi solicitada pelo Ministério Público da Paraíba, que considera suficiente para o atendimento do estado.

Ainda segundo o ministério, o Governo Federal tem arcado financeiramente com todos os custos do sistema do Eixo Leste, que desde março de 2017 atende mais de um milhão de pessoas na Paraíba e em Pernambuco. O trecho possibilitou, por exemplo, o fim do racionamento na Região Metropolitana de Campina Grande e evitou o colapso hídrico das localidades. Os estados não tiveram, até o momento, nenhum ônus pelo recebimento das águas do Projeto, que está em fase de pré-operação.

G1

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