Laboratório do Itep inicia exames de DNA com análise de adolescente desaparecida

08:28:00


O Instituto Técnico e Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep) inicia nesta quarta-feira, 7, a primeira análise de material genético no recém-inaugurado laboratório de DNA do órgão. O material analisado será o de um corpo encontrado no dia 17 de outubro na zona rural de Apodi, na região Oeste do Estado.

Os traços genéticos serão comparados com os de familiares de Maria Carla da Silva, de 12 anos, que aguardam a confirmação para realizar o sepultamento dos restos mortais. O exame de DNA se faz necessário em razão do avançado estado de decomposição do cadáver encontrado. Os legistas não conseguiram realizar identificação por meio das impressões digitais ou mesmo da arcada dentária, já que Maria Carla da Silva não tinha registros odontológicos.

A suspeita é de que Maria Carla foi assassinada pelo agricultor Paulo Batista de Souza, cunhado da adolescente, e que, inclusive, está preso preventivamente. Ele confessou também ter escondido o corpo da menor de idade. A investigação do crime é conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Apodi.

Segundo o diretor-geral do Itep, Marcos Brandão, o laboratório de DNA estadual foi inaugurado em julho passado, mas aguardava a instalação e a calibragem de equipamentos para iniciar os primeiros estudos. “Todo o ciclo do exame genético será feito no Rio Grande do Norte. A perspectiva é de que este primeiro resultado saia em até 30 dias”, detalha.

Marcos Brandão diz que, até dezembro, após o término das rotinas de trabalho, o Itep inicie novos estudos genéticos. O objetivo é reduzir a fila de procedimentos até o início de 2019. “Atualmente, nós temos 13 exames na fila aguardando a identificação”, aponta.

Um dos próximos casos na fila é de um corpo carbonizado encontrado na cidade de Mossoró, na região Agreste, na última terça-feira, 6. A suspeita é de que os restos mortais sejam da adolescente Jeane de Melo Nogueira, de 14 anos, que está desaparecida desde o domingo, 4.

Antes da abertura de atividades do laboratório de DNA, os exames genéticos eram encaminhados para os estados do Ceará e Bahia. “Ainda estamos em processo de implantação, com elaboração de rotinas, mas chegou a hora de passarmos para os casos práticos. A ideia é reduzir o tempo de espera, que em alguns casos demoravam mais de seis meses pela confirmação”, finaliza Marcos Brandão.

Agora RN

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