domingo, 1 de abril de 2018


Testemunhas do assassinato de Marielle dão detalhes sobre o crime e dizem que PMs as expulsaram do local

Uma reportagem publicada na edição deste domingo (1) pelo jornal O Globo revela novos detalhes sobre a execução da vereadora do Psol Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. As informações foram dadas por duas testemunhas que não foram ouvidas pela polícia. Ambas teriam afirmado que policiais militares mandaram testemunhas sair do local do crime.

O Globo conversou com as duas testemunhas em separado e ambas deram a mesma versão sobre o crime, que inclui detalhes sobre o momento da abordagem, a rota de fuga e as características físicas do autor dos disparos que mataram a vereadora e o motorista.

Segundo as testemunhas, o carro em que os assassinos estavam imprensou o veículo conduzido por Anderson no qual estavam Marielle e uma assessora parlamentar e que quase subiu na calçada. Ambas disseram, também, que só viram um veículo no momento em que foram feitos os disparos. As imagens de câmeras de vigilância sugeriam que dois veículos haviam perseguido o carro em que a vereadora estava.

As testemunhas disseram também que viram um homem negro, que estava sentado no banco de trás do carro dos criminosos, colocando o braço para fora do veículo com uma arma de cano alongado e que o armamento parecia ter um silenciador.

Ainda segundo o Jornal O Globo, as duas testemunhas revelaram que permaneceram no local do crime até a chegada da polícia, mas que os policiais militares mandaram todos sair de lá sem serem ouvidos.

Desde os assassinatos de Marielle e Anderson Gomes, a investigação está sob sigilo. Diante da reportagem do Jornal O Globo, a GloboNewsquestionou à Polícia Civil sobre a razão perla qual as duas testemunhas não foram ouvidas. A corporação não se pronunciou a respeito.

Na semana passada, o secretário de Segurança, general Richard Nunes, disse em uma entrevista à GloboNews que é inegável que as investigações sobre o crime indiquem uma motivação relacionada à atuação política de Marielle Franco. Um investigador do caso relatou ao jornal O Globo que estão sendo considerados projetos da vereadora e conflitos relacionados à atividade legislativa, apesar de ela nunca ter recebido ameaças. O mesmo agente afirmou que ela defendia pautas que contrariavam interesses de grupos, inclusive de miliciano

As duas pessoas ouvidas pelo jornal afirmaram ainda que o carro usado pelos criminosos deu uma guinada e fugiu, cantando pneus, pela Rua Joaquim Palhares. Até então, a suspeita era de que a fuga teria ocorrido pela Rua João Paulo Primeiro, perpendicular à Joaquim Palhares.

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Governo do RN e Prefeitura de Natal ainda não pediram ao BNDES recursos para segurança

Apenas três estados do Brasil – e nenhum deles é o Rio Grande do Norte – solicitou ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, recursos para investimento em segurança pública, mais de um mês após o Governo Federal ter anunciado a linha de crédito especial (no valor de R$ 40 bilhões) para isso. Segundo levantamento feito pelo G1, só os governos de Pernambuco, Espírito Santo e Santa Catarina, além das prefeituras de Porto Alegre (RS) e Campo Grande (MS) pediram recursos para o BNDES, num total de R$ 508 milhões.

A ausência de pedido por parte do Governo do RN já era, de certa forma, esperada. Em março, foi mostrado que o Rio Grande do Norte não estava na lista de estados aptos a ser beneficiados pela linha de crédito especial do Banco para a segurança pública. A justificativa foi a falta de “saúde financeira” do Estado para honrar a dívida ao longo dos próximos oito anos.


Mesmo assim, o Governo do Estado anunciou que iria fazer o pleito de R$ 180 milhões para a segurança. O Rio Grande do Norte tentaria obter o aval da União ou ainda acessar recursos do Banco em operações indiretas de crédito, através de um agente financeiro tradicional (bancos públicos ou privados).


Pela mesma situação, inclusive, passaria a Prefeitura de Natal, que também estaria proibida pela União de contrair novos empréstimos. De acordo com o controlador-geral do Município, Dionísio Gomes, a Prefeitura de Natal tem boa reputação junto ao banco estatal, o que deverá facilitar a liberação do dinheiro.


A Prefeitura de Natal passou a ficar impossibilitada de contratar empréstimos com garantia da União após a divulgação de um relatório do Tesouro Nacional que aponta que, apenas nos dois primeiros meses de 2018, o Governo Federal teve de pagar mais de R$ 4,3 milhões em compromissos que não foram honrados pelo Município.


PEDIDOS

De acordo com o BNDES, os governos de Pernambuco, Espírito Santo e Santa Catarina e as prefeituras de Porto Alegre (RS) e Campo Grande (MS) pediram juntos um total de R$ 508 milhões para projetos que incluem reaparelhamento das polícias, modernização de delegacias, melhorias em sistemas de monitoramento e inteligência e aumento de vagas do sistema prisional. Os pedidos ainda estão sob análise.


O banco informou que a linha de crédito prevê a liberação de R$ 42 bilhões em quatro anos. Desse total, o banco vai financiar aproximadamente R$ 32 bilhões em quatro anos – o dinheiro não pode ser usado para despesas de custeio, como salários e combustível para veículos policiais. Para este ano, a previsão é disponibilizar R$ 4 bilhões.


A partir da formalização do pedido de crédito, o BNDES leva entre 6 e 12 meses para analisar o projeto, aprovar e liberar o empréstimo, que poderá ser concedido de uma só vez ou em etapas, dependendo de cada projeto, segundo informou a assessoria de imprensa do banco.

Bandeira segue verde em Abril e conta de luz não terá cobrança extra



A bandeira tarifária da energia elétrica continuará verde em abril, segundo informações divulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Isso significa que não haverá cobrança extra na conta de luz, o que já vem acontecendo desde janeiro.



Durante os meses de fevereiro e março, a ANEEL decidiu manter a tarifa da conta de luz nesse patamar. A manutenção da bandeira verde em abril significa que a situação nos reservatórios das hidrelétricas continua a melhorar devido à volta das chuvas.