sábado, 5 de maio de 2018


AOS ATAQUES DO PCC, AGENTES PENITENCIÁRIOS PARALISAM ATIVIDADES



Os agentes penitenciários federais que atuam em Mato Grosso do Sul aderiram à paralisação nacional da categoria por mais segurança para os servidores. O ato, que começou às 8h, desta sexta-feira (4), terá duração de 24 horas. Durante esse período, visitas de advogados e familiares, banho de sol e outros serviços que não sejam de caráter emergencial são restringidos.


Em Mato Grosso do Sul são 250 agentes que, durante esse período de paralisação, estão fazendo apenas vigia nas torres, distribuição de alimentação  aos presos e atendimentos emergenciais de saúde.


Esta paralisação por segurança tem relação com ataques e ameaças feitas por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra agentes penitenciários em todo o país.  A sensação de insegurança é tanta que os servidores optaram por não divulgar a identidade à imprensa com medo de que tenham o nome colocado em lista de execução do PCC como já ocorreu em ocasiões anteriores.


Eles citaram a morte do agente penitenciário federal Henry Charles Gama Filho, em abril do ano passado na cidade de Mossoró (RN), do agente Alex Belarmino Almeida Santos, de 36 anos, na cidade de Cascavel, (PR), em setembro de 2016 e também da psicóloga Melissa de Almeida de Araújo também em Cascavel (PR), em maio do ano passado.


“A gente anda armado, mas nossa família, não. Sabemos que eles são covardes e atacam sempre o mais fracos”, declarou um dos integrantes da diretoria do Sindicato dos Agentes Federais de Execução Penal em Mato Grosso do Sul (Sinafep-MS).

REIVINDICAÇÕES

Os agentes pedem que seja instaurado um protocolo de segurança com medidas emergenciais de proteção ao agente penitenciário que eventualmente for ameaçado. Isto porque, segundo eles, por meio de escutas telefônicas e serviço de inteligência ficou constatado que o crime organizado consegue descobrir o número de telefone e o endereço de onde vivem os agentes.

A ideia é que, seja realizada a transferência do agente ameaçado, para um local seguro como Hotel de Trânsito do Exército ou outro local disponibilizado pelo Ministério de Segurança Pública. Outra solicitação é que o agente seja transferido de função, conforme o grau ou tipo de ameaça.

Além disso, eles querem uma reunião da categoria com o novo ministro da Segurança, Raul Jungmann, em que devem expor a “situação caótica em que se encontram os servidores que lidam com integrantes do crime organizado”.

Os agentes pedem também que o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) seja dirigido por alguém com conhecimento técnico e não apenas um indicado político.

CORREIOS VÃO FECHAR 513 AGÊNCIAS E DEMITIR 5,3 MIL FUNCIONÁRIOS


Os Correios decidiram fechar nos próximos meses 513 agências próprias e demitir os funcionários que trabalham nelas, o que deve atingir 5.300 pessoas. A medida foi aprovada em reunião da diretoria em fevereiro e é mantida em sigilo pela empresa. Quem participou dela teve de assinar um termo de confidencialidade, o que não é usual. Na lista há agências com alto faturamento. Em Minas, das 20 mais rentáveis, 14 deixarão de funcionar. Os clientes serão atendidos por agências franqueadas que funcionam nas proximidades das que serão fechadas.

Fim de linha. Em São Paulo, serão fechadas 167 agências – 90 na capital e 77 no interior. A decisão causa polêmica dentro dos Correios. O assunto foi tratado como extrapauta na reunião da diretoria sem o anexo da relação de agências. A desconfiança é de que a medida foi tomada para beneficiar os franqueados.

Com a palavra. O ex-presidente dos Correios Guilherme Campos justificou que serão fechadas agências próprias que ficam muito próximas de outras operadas por agentes privados. Ele diz que o número de demissões pode ser até maior. Vai depender da capacidade financeira da empresa para indenizar os trabalhadores.

Com a palavra 2. A decisão exigiu sigilo, segundo o ex-presidente, porque envolve a demissão de muitos funcionários da empresa. A economia anual com o fechamento das agências somada às demissões é calculada em R$ 190 milhões.

COLUNA DO ESTADÃO / BG

Subtenente da reserva da PM é morto a tiros dentro de casa na grande Natal




Um subtenente da reserva da Polícia Militar foi morto a tiros na noite desta sexta-feira (4) dentro de casa. O crime aconteceu na zona rural de Ceará-Mirim, município da Grande Natal. Raimundo Ribeiro da Silva tinha 65 anos. Ele foi o 12º PM assassinado este ano no Rio Grande do Norte.


Segundo a própria PM, o subtenente estava em casa, no distrito de Massaranduba, quando dois homens chegaram e invadiram a residência. “Tudo nos leva crer que foi uma execução. Estavam o subtenente e a esposa dele em casa. Os assassinos foram lá só para matá-lo”, disse o tenente-coronel Eduardo Franco, assessor de comunicação da corporação. A mulher não foi ferida.


Ainda de acordo com o oficial, os bandidos ainda roubaram três armas que estavam na casa do PM. “Levaram um revólver, uma espingarda calibre 12 e uma espingarda de ar comprimido. Depois, fugiram em uma moto”, acrescentou.


Após o crime, equipes da PM ainda fizeram buscas pela região, mas nenhum suspeito foi encontrado. O homicídio será investigado pela Polícia Civil.

Matéria G1/RN