sábado, 12 de maio de 2018


CV e Família do Norte exploram nova rota de tráfico de maconha na Amazônia

Militares descarregam maconha apreendida na fronteira entre Brasil e Colômbia

As facções criminosas Comando Vermelho (CV) e FDN (Família do Norte) estão explorando uma nova rota para o tráfico de maconha para o Brasil. Essa rota utiliza os rios Japurá, Içá e Negro, que interligam a Colômbia e a Venezuela ao Brasil. O novo caminho foi a alternativa encontrada pelas duas facções para lidar com o "bloqueio" imposto pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) à maconha do Paraguai, maior produtor da droga. A nova rota é monitorada pela Polícia Federal e pelas Forças Armadas.

O Estado do Amazonas é um conhecido "corredor" para o escoamento de cocaína. A chamada "rota do Solimões", com mais de 20 anos de utilização, é uma das principais portas de entrada da cocaína produzida no Peru e na Colômbia. A região, agora, se transformou em um importante canal para a entrada de maconha produzida, principalmente, na Colômbia.

As investigações em curso sobre a nova rota indicam que a droga é produzida na região de fronteira entre o Brasil e a Colômbia e escoada pelos rios Japurá (conhecido na Colômbia como Caquetá), Içá e Negro.

O rio Negro, que liga o Brasil à Venezuela, se conecta com o Japurá por meio dos chamados "furos", canais naturais que surgem, principalmente, durante a época de cheia dos rios amazônicos.

O aumento no fluxo de transporte da maconha colombiana em direção ao Brasil resultou no aumento das apreensões da droga neste ano. No mês de janeiro, o Exército apreendeu 5,3 toneladas de maconha do tipo "skunk" na região de fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela.

O volume é, segundo o Exército, maior que tudo o que os militares apreenderam na região em todo o ano passado. Em uma dessas apreensões, houve troca de tiros com traficantes e pelo menos cinco militares ficaram feridos. 

O comandante militar da Amazônia, general Antônio Miotto, disse que a tendência é que haja aumento no número de confrontos entre militares e narcotraficantes na região. "Nossa análise de risco diz que podem ocorrer [mais confrontos]", disse à reportagem.

Comando Vermelho e FDN exploram nova rota

Uma pessoa das forças de segurança pública que atua na região ouvida pela reportagem sob a condição de anonimato confirmou que a rota vem sendo explorada pela FDN e pelo Comando Vermelho.

Historicamente, o Paraguai vem sendo o maior fornecedor de maconha para o mercado brasileiro. Segundo a pessoa ouvida pela reportagem, a maconha colombiana se transformou na alternativa do CV, aliado da FDN, para conseguir acesso à droga depois que o PCC dominou a rota paraguaia.

Em junho de 2016, o traficante brasileiro Jorge Rafaat foi morto em uma emboscada na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A execução de Rafaat foi planejada pelo PCC e pelo CV, mas a morte do traficante se transformou no estopim para uma "guerra" entre as duas facções. O PCC, que antes atuava em conjunto com o CV na exploração da rota paraguaia do tráfico de drogas, passou a dominar, sozinho, esse corredor. Isso aumentou a pressão sobre o CV para buscar uma nova rota de acesso à maconha.

"Depois que o PCC matou o [Jorge] Rafaat [em 2016], o CV ficou praticamente sem acesso à maconha paraguaia, que é de ótima qualidade comparada com a produzida no Nordeste brasileiro, por exemplo. A saída foi comprar maconha na Colômbia. Eles precisam fazer caixa. E quem tem o controle das rotas nessa região é a FDN", disse o entrevistado ligado às forças de segurança pública.

Segundo o entrevistado, a nova rota da maconha começou a ser utilizada há pouco mais de cinco anos, mas o fluxo por ela só se intensificou ao longo de 2017. A maconha colombiana, segundo a fonte, abastece hoje os mercados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O aumento na utilização da rota amazônica para a entrada da maconha colombiana no Brasil coincide com a redução da demanda pela droga no mercado norte-americano. Atualmente, 29 dos 50 Estados norte-americanos legalizaram ou descriminalizaram o uso da maconha para fins medicinais ou recreativos

Essa política teria feito cair o fluxo de maconha oriunda da Colômbia em direção aos Estados Unidos. Segundo dados do governo norte-americano, o número de apreensões de maconha na fronteira entre o México e os EUA caiu 24% entre 2011 e 2014. 

Considerada de alta qualidade, a maconha colombiana chega a ser vendida no mercado brasileiro por um valor até oito vezes mais alto do que a paraguaia.

Rota surge em meio a conflitos no PCC e crise para o CV

A exploração da nova rota se intensifica em um momento de crise do PCC, principal rival do Comando Vermelho e da FDN. Na última quinta-feira (15), Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, foi morto a tiros no Ceará. Ele era apontado como o principal líder do PCC fora dos presídios e o terceiro na hierarquia geral do PCC. 

Moradores da área indígena onde Gegê foi morto afirmam que um helicóptero teria sido usado para disparar tiros contra ele. Uma das linhas de investigação é que ele tenha sido morto como parte de uma represália imposta pela alta cúpula do PCC depois que Gegê ordenou a morte do ex-integrante da facção Edílson Borges Nogueira, o Birosca, antigo aliado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. 

Para o Comando Vermelho, o momento também é de preocupação. Depois de perder acesso à rota paraguaia de maconha e cocaína para o PCC, o CV poderá sofrer com a intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro decretada pelo presidente Michel Temer (MDB). Apesar de atuar em quase todo o Brasil, o CV ainda é fortemente baseado no Rio de Janeiro. 

Líder do PCC é preso no Aeroporto de Guarulhos (SP)



Adriano Hilário dos Santos, de 32 anos, que foi preso em flagrante no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos

Apontado como um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), Adriano Hilário dos Santos, de 32 anos, foi preso no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande SP, às 18h40 desta quinta-feira (10). Ele estava foragido e foi preso quando voltava de Camaçari, na Bahia.

Uma denúncia anônima informou que um homem identificado como Frank dos Santos Cavalcante estaria trazendo drogas em um voo e desembarcaria em São Paulo. Os policiais se dirigiram até a esteira de bagagens e identificaram o suspeito com o auxílio de uma imagem fornecida pelo autor da denúncia.

Na 3ª Delegacia do Aeroporto (Deatur), foi realizada uma revista na bagagem, mas não foram localizadas drogas. Ao fazerem buscas no sistema de banco de dados criminais, a Polícia Civil identificou que o suspeito não se chamava Frank, mas Adriano Hilário dos Santos. Ao pesquisarem pelo nome verdadeiro, foi apurado que ele era foragido da Justiça.

Santos foi preso por assalto a uma joalheria. Em regime semiaberto, ele saiu do Centro de Detenção Provisória de Valparaíso (SP) e não retornou. A polícia não informou a data da fuga.

No momento da prisão, Santos estava com a namorada. À polícia, o casal informou que estava na Bahia de férias. Ela foi fichada como testemunha e disse à polícia que não sabia do envolvimento de Santos com o crime. Segundo a mulher, os dois namoram há oito meses.

A polícia investiga se Santos foi se reunir com outras lideranças do PCC na Bahia. A suspeita é de que ele tenha viajado para elaborar mais documentos falsos. Em posse do líder do PCC, havia uma certidão de nascimento que identificava a cidade baiana como local de nascença.

O caso foi registrado como captura de procurado e uso de documento falso pela 3ª Deatur. Na manhã desta sexta-feira, 11, ele foi para uma audiência de custódia no Fórum de Guarulhos, que definiria o local para onde Santos ficará preso.

VENDE-SE DOIS TERRENOS NO SERROTE BRANCO I




Vende-se dois terrenos no Serrote Branco I com as dimensões de 10x20m (cada terreno).

Valor promocional,  R$ 30 mil (cada terreno). Interessados podem entrar em contato com os seguintes números :  84 - 9.9613 - 3482 / 84 - 9.9905 - 0393.

Dia D de vacinação contra a gripe será neste sábado em todo o país


Postos de saúde em todo o país funcionam neste sábado (12) para o chamado Dia D de mobilização contra a gripe. Devem ser imunizados idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a 5 anos incompletos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem ser imunizadas. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão registrados para receber a dose, sem necessidade de prescrição médica.

A imunização começou no dia 23 de abril e vai até 1º de junho. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários. Durante a campanha, serão distribuídas cerca de 60 milhões de doses que, este ano, protegem contra três vírus do tipo influenza, incluindo o H1N1 e o H3N2.