sexta-feira, 28 de setembro de 2018


Dono de loja de veículos na PB desaparece com 100 carros e deixa prejuízo milionário, diz polícia



A Polícia Civil da Paraíba está investigado o dono de uma loja de carros de João Pessoa. Desde a última segunda-feira (24), o empresário desapareceu. Na loja dele, havia cerca de 100 veículos que também foram retirados da loja. O estabelecimento foi esvaziada durante o fim de semana e a Polícia Civil estima um prejuízo de pelo menos R$ 3 milhões.

De acordo com o delegado de Defraudações e Falsificações da Polícia Civil, Lucas Sá, que está investigado o caso, a loja funcionou normalmente até a última sexta-feira (21), mas nesta segunda-feira foi encontrada vazia e o dono não deu mais notícias aos clientes e aos empresários com quem ele matinha negócios.

O caso começou a ser investigado nesta quinta-feira (27), depois que três vítimas procuraram a Polícia Civil para denunciar o caso no fim da tarde. “Três vítimas que também vendem carros e tinham veículos na loja dele procuraram a polícia para relatar o que estava acontecendo. O dono da loja desapareceu com todos os carros”, disse o delegado.

A loja funcionava no bairro Brisamar, na BR-230, próximo ao Hospital de Trauma de João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, o CNPJ do estabelecimento estava ativo desde 2011, porém amigos informaram que ele trabalhava com venda de carros há mais de 10 anos. “Uma outra empresa que ele tinha também foi fechada depois de suspeita de fraude”, disse Lucas Sá.

A Polícia Civil acredita que o prejuízo causado pode ser maior, tendo em vista que ainda não foi possível saber quantos veículos que estavam na loja pertenciam a terceiros. “Alguns veículos ele tinha pego como pagamento e outros eram de pessoas que deixaram os carros na loja para que ele vendesse”, explicou o delegado.

O valor estimado inicialmente para o prejuízo é de R$ 3 milhões, mas a Polícia Civil destacou que entre os veículos estavam carros importados e de luxo que podem chegar a custar R$ 500 mil cada. O delegado Lucas Sá fez um alerta para que pessoas que haviam deixado veículos na loja para que fossem vendidos, ou clientes que estavam fazendo ou já fizeram negociações na loja, para que procurem a Polícia Civil.

Uma preocupação da Polícia Civil é que, segundo relato de outros empresários que negociavam com o suspeito, parte dos carros que estavam na loja já estavam com os recibos assinados, o que possibilita que os veículos sejam vendidos e já transferidos de propriedade.

“Não sabemos onde os carros estão e o que está sendo feito com eles. Mas se os carros que estavam com os recibos assinados e reconhecidos forem negociados, serão facilmente transferidos para outras pessoas. Assim, o cliente que deixou o carro pra vender vai perdê-lo. Por isso é importante que essas pessoas procurem a Polícia Civil, para que a gente possa solicitar o bloqueio e os mandados de busca e apreensão”, disse o delegado.

Segundo a Polícia Civil, nesse primeiro momento de investigação a prioridade é tentar localizar o dono da loja e os veículos, mas destacou a importância de identificar mais vítimas. O delegado confirmou que já está identificando e que vai intimar funcionários, parentes, amigos e um homem que foi indicado como possível sócio do empresário.

G1PB

STF cancela 92 mil títulos no RN. Quase 2 milhões e 400 mil potiguares estão aptos a votar no dia 07 de outubro



Mais de 92 mil pessoas tiveram os títulos cancelados no Rio Grande do Norte por não terem feito o cadastramento biométrico, exigido nas eleições de 2018, segundo informou o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE) nesta quinta-feira (27). O estado tem 2.373.619 eleitores aptos a votar. O primeiro turno do pleito acontece no dia 7 de outubro. O número exato de potiguares com títulos cancelados para esta eleição foi de 92.663.

Nesta quarta-feira (26), por sete votos a dois, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou um pedido apresentado pelo PSB para autorizar a votação dos eleitores que tiveram o título cancelado por não terem comparecido à revisão nem terem feito o cadastramento biométrico.

Para a maioria dos ministros, a legislação que permite o cancelamento do título de quem não comparecer à revisão do eleitorado não fere a Constituição nem prejudica os eleitores.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em todo o país, cerca de 3,4 milhões de eleitores tiveram título cancelado por não comparecer à revisão do eleitorado, na qual o cadastramento biométrico é realizado. Com a decisão, o Supremo confirmou o cancelamento desses títulos.

G1/RN