quinta-feira, 15 de novembro de 2018


Cinco dirigente e nove árbitros são banidos do futebol por manipular resultados na Paraíba



O presidente do Campinense, William Simões, o ex-vice-presidente de Futebol do Botafogo, Breno Morais, o ex-presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol (TJDF-PB), Lionaldo do Santos, o ex-procurador do órgão, Marinaldo Barros, além do ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf-PB), José Renato, foram banidos do futebol pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Em julgamento realizado na tarde desta quarta-feira (14) na sede do órgão no Rio de Janeiro, o Pleno  aplicou a pena máxima aos dirigentes e a nove árbitros paraibanos.

Todos foram apontados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba como integrantes de uma suposta organização criminosa que manipulava resultados no futebol da Paraíba. O resultado foi a deflagração da Operação Cartola. Além do banimento, Breno Morais terá que pagar R$ 90 mil de multa. Já Marinaldo e Lionaldo terão que desembolsar R$ 30 mil cada. José Renato foi multado em R$ 50 mil.

Na sessão desta quarta-feira, outros dirigentes também foram condenados, mas foram apenas suspensos. O ex-presidente do Botafogo, Zezinho Botafogo, foi condenado a 540 dias de suspensão e multa de R$ 30 mil, assim como Guilherme Novinho, ex-vice-presidente do clube, e Francisco Sales, ex-diretor executivo de futebol.

O árbitros paraibanos que não poderão mais apitar futebol profissional são: Adeilson Carmos Sales (árbitro da FPF), Antônio Carlos Rocha (árbitro da FPF), Antônio Umbelino (árbitro da FPF), Éder Caxias (árbitro da CBF), Francisco Santiago (árbitro da FPF), João Bosco Sátiro (árbitro da CBF), José Maria de Lucena Netto, (auxiliar da CBF), Tarcísio José (auxiliar da FPF) e Josiel Ferreira (auxiliar da FPF).

O ex-presidente da FPF, Amadeu Rodrigues, que também foi denunciado pela Procuradoria do STJD por manipulação de resultados seria julgado nesta quarta-feira. O tribunal entendeu que ele não teve tempo suficiente para mandar a sua defesa e decidiu que o seu processo vai ser colocado em pauta novamente no dia 29 deste mês.

ClickPB / Marcos Lopes.

Jovem de 18 anos é o sétimo preso suspeito de participação na morte do jogador Daniel



A Polícia Civil de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, prendeu na manhã desta quinta-feira, 15, o sétimo suspeito de ter participado do assassinato do jogador Daniel Corrêa de Freitas, na noite de 26 de outubro. Desta vez foi preso o jovem Eduardo Purkote, de 18 anos, no condomínio de luxo onde mora, em São José dos Pinhais.

Além de Purkote, já estão presos Edson Brittes Júnior, que confessou ser o autor do homicídio; a mulher dele, Cristiana Brittes, e a filha, Allana Brittes, acusadas de coagirem as testemunhas; e ainda os jovens Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos; David William Vollero Silva, de 18 anos; e Igor Kin, de 20 anos, por terem participado do espancamento e da execução de Daniel.

“Foram várias pessoas que espancaram o jogador. Ele esteve na mão de quatro ou cinco espancadores e alguns depoimentos nos levam a afirmar que mais pessoas participaram da agressão dentro da casa. Quanto ao local do crime, já ficou delineado quem auxiliou o Edison”, explicou o delegado Amadeu Trevisan.

Daniel tinha 24 anos, teve uma passagem pelo Coritiba em 2017, pertencia ao São Paulo e estava emprestado ao São Bento de Sorocaba. O jogador aproveitou que não estava relacionado para um jogo do São Bento e veio a Curitiba para participar da festa de aniversário de Allana.

Ele foi morto pelo pai da aniversariante após postar fotos em uma rede social na cama do dono da casa, com a mulher dele dormindo. Depois disso ele foi espancado, colocado no porta-malas de um carro e levado para uma área rural, onde foi mutilado e morto.

Estadão Conteúdo

Quatro freiras sobrevivem a capotamente na BR-427, entre

Quatro freiras sobreviveram a um capotamento de carro na manhã desta quinta-feira (15) na BR-427, entre Caicó e Serra Negra do Norte após tentar desviar de um buraco na rodovia e capotou o veículo modelo Chevrolet Spin.

Duas das freiras escaparam ilesas, uma teve ferimentos leves e a outra fraturou um braço e foi atendida na urgência do Hospital Regional de Caicó.

As freiras, que têm entre 40 e 60 anos, haviam saído pela manhã da cidade de Cajazeiras, na Paraíba, a caminho de Tibau do Sul/RN.

Foto : PRF/Divulgação

Ou vocês ajudam a aprovar as reformas ou ficarão sem dinheiro, diz Paulo Guedes a governadores



Apesar de estarem presentes o presidente eleito Jair Bolsonaro, 19 dos 27 governadores com mandato a partir de janeiro, os presidentes do Senado e da Câmara e o ministro coordenador da transição, Onyx Lorenzoni, a estrela do encontro com os governadores, nesta quarta-feira (14) em Brasília, foi o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Coube a ele o privilégio de fazer o pronunciamento final do evento, honra que normalmente cabe à autoridade máxima presente. Bolsonaro, no entanto, limitou-se a ouvir em silêncio o seu auxiliar apresentar em cores fortes, e sem retoques, o  figurino que pretende impor ao Brasil. Defendeu a “privatização acelerada”, o fim da “Bolsa-Empresário”, a redução de juros e a simplificação dos impostos.

Em contrapartida, acenou com a garantia de mais dinheiro para os governos estaduais, ressaltando que o objetivo é “descentralizar o recurso” e colocar “o dinheiro onde o povo está”. Condicionou tal descentralização à ajuda dos governadores na aprovação das reformas administrativa e da Previdência e de outras medidas econômicas que serão submetidas ao Congresso.

“Somos prisioneiros da social democracia, estamos presos a ela há 30 anos”, resumiu, apontando no governo Sarney (1985/90) o início do ciclo de centro-esquerda. Conforme o economista, o caminho pretendido é o mesmo que “vários países já fizeram” e passa pela “regulamentação amistosa dos negócios”, pela redução dos impostos e da burocracia.

“Um ano e meio de sacrifício e acabou”, sustentou. “Se vocês apoiam as medidas de reforma do Estado, essa descentralização é rápida. Se vocês não apoiarem, ela é lenta. Sofre todo mundo mais tempo. Está nas mãos da classe política. Se a classe política fizer a reforma aceleradamente, o recurso é descentralizado rapidamente. Se fizer devagar, o recurso é descentralizado devagar. O desafio é comum”.