Sem Avianca Brasil, setor de aviação vai ficar mais concentrado e preço das passagens pode subir

02:01:00

O provável fim da Avianca Brasil vai mudar a equação do mercado aéreo nacional. Para os consumidores, o risco é de haver aumento no valor das passagens. Para as empresas do setor, o desafio é dar conta de atender a demanda de viajantes que será herdada da quarta maior companhia do país.

De imediato, a saída de cena da Avianca Brasil vai ampliar a concentração em um setor já marcado por poucas opções para os consumidores, o que tende a provocar uma alta dos preços dos bilhetes aéreos. Os últimos dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que, no segundo trimestre do ano passado, a tarifa média de voos domésticos foi de R$ 321,78, uma queda de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2019, Gol, Latam e Azul foram responsáveis por quase 88% dos embarques em voos nacionais, de acordo com a Anac. A Avianca respondeu por 11,9% da demanda, enquanto as demais companhia aéreas tiveram uma participação bem modesta, de apenas 0,4%.

"Para o consumidor, é péssimo acabar com a Avianca. É um concorrente a menos, é um modelo de negócio a menos. É ruim para o consumidor e para a sociedade", afirma o professor de transporte aéreo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Respicio do Espírito Santo.

G1
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