segunda-feira, 7 de janeiro de 2019


Redução da maioridade penal vai entrar na pauta do Senado


A redução da maioridade penal será uma das matérias prioritárias da base de apoio ao presidente Bolsonaro (PSL), adianta o senador Major Olímpio, um dos candidatos à Presidência do Senado Federal. O parlamentar também antecipa que outra prioridade será a liberação do porte de armas, além do posse de armas (em residências) que virá por Decreto presidencial. “O legítimo direito à legítima defesa em nada vai acrescer o volume da criminalidade”, afirma o senador. Bolsonaro conta com 49 senadores na base governista, dos 81 da Casa, conta o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Aprovada pela Câmara, a PEC 33/12, que estabelece a redução da maioridade penal para os jovens de 18 para 16 anos, estancou na Comissão de Constituição e Justiça.

Consulta pública feita pelo portal de internet do Senado mostra que 12,3 mil pessoas são favoráveis à medida, e 2,8 mil, contra.

Coluna Esplanada

Potiguar 01 realiza transporte aeromédico de paciente de Caicó para Natal

Profissionais do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), por meio da tripulação do helicóptero Potiguar 01, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), juntamente com Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), realizaram na tarde desta segunda-feira (7) o transporte aeromédico de um paciente vítima de AVC. O paciente estava internado no Hospital Regional do Seridó e foi removido para o Hospital Walfredo Gurgel em Natal.

Bolsonaro cobra transparência em atos passados de bancos públicos

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (7) que os atos do passado envolvendo os bancos públicos terão que "ser abertos ao público". A declaração ocorreu durante a posse dos novos presidentes do Banco do Brasil (Rubem Novaes), Caixa Econômica Federal (Pedro Guimarães) e do BNDES (Joaquim Levy).

"Transparência acima de tudo. Todos os nossos atos terão que ser abertos ao público, o que ocorreu no passado também", disse.

Bolsonaro acrescentou que "não podemos admitir em qualquer uma dessas instituições qualquer cláusula de confidencialidade pretérita".

"Aqueles que foram a essas instituições, por serem amigos do rei, buscar privilégios... ninguém vai persegui-los, mas esses atos, ações e contratos tornar-se-ão públicos."

Durante a campanha, Bolsonaro já havia defendido abrir a 'caixa-preta', principalmente, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), responsável por financiar algumas obras de construtoras brasileiras em países como Cuba e Venezuela.

Também presente na cerimônia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que "perderam-se os bancos públicos" no passado. 

"A máquina de crédito do Estado sofreu desvirtuamento. Perderam-se os bancos públicos, através de associações perversas entre piratas privados, burocratas corruptos e algumas criaturas do pântano político. Isso não é o que queremos para o país", declarou. 

Verbas publicitárias

Os três bancos são grandes anunciantes da mídia brasileira e o presidente aproveitou a ocasião para dizer que "essas verbas publicitárias não serão mais privilegiadas".

"Vamos democratizar as verbas publicitárias. Nenhum órgão de imprensa terá direito a mais ou menos naquilo que nós, de maneira bastante racional, viremos gastar com a nossa imprensa."

Ele deixou claro que quer uma imprensa forte e isenta, mas criticou o que chamou de veículos "ainda parciais".

Criminosos atacam estação ambiental, rádio e Câmara dos Vereadores no 6° dia de violência no Ceará

    

Criminosos voltaram a cometer ataques no Ceará no 6º dia seguido de uma onda de violência que atinge o estado desde quarta-feira (2). Bandidos incendiaram uma ambulância em Reriutaba, uma loja de móveis em Fortaleza e atacaram uma rádio e a Câmara dos Vereadores da cidade de Icó, na madrugada desta segunda-feira (7). Em todo estado, são pelo menos 120 ações criminosas desde o início da onda de violência. A Força Nacional chegou ao estado na sexta-feira e começou a atuar nas ruas na noite de sábado (5).


Em resposta aos crimes, o Governo do Ceará informou que transferiu um dos chefes de uma facção criminosa do Ceará para um presídio federal. Outros 19 detentos também devem ser levados para outras unidades prisionais nos próximos dias.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 110 pessoas suspeitas de participação nos crimes foram capturadas, e dois homens morreram em confronto com policiais. Pelo menos 60 prisões ocorreram após a chegada de tropas da Força Nacional ao Ceará.

O Governo Federal ofereceu 60 vagas em presídios federais para receber integrantes de facções criminosas que atuam no estado do Ceará. Atualmente, algumas unidades prisionais do estado têm presos separados de acordo com os grupos criminosos que participam.