quarta-feira, 5 de junho de 2019


Nordeste é lider em homicídios de pessoas negras no Brasil

O Atlas da Violência, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra em sua mais nova edição que 75,5% das vítimas de homicídio no país são negras, maior proporção da última década. O crescimento nos registros de assassinatos no Brasil, que alcançou patamar recorde em 2017, atinge principalmente essa parcela da população, para quem a taxa de mortes chega a 43,1 por 100 mil habitantes – para não negros, a taxa é de 16.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5), e tem como base registros do Ministério da Saúde nas cidades brasileiras ao longo de 2017, ano em que aconteceram 65,6 mil homicídios, o equivalente a 179 casos por dia. Com o Atlas, agora é possível entender os números de forma mais aprofundada, com informações das vítimas como cor, idade e escolaridade.

Apesar de as vítimas negras corriqueiramente serem maioria nos registros, o dado de 2017 mostra que essa prevalência tem crescido. Em 2007, por exemplo, os negros eram 63,3% dos assassinados, proporção que aumentou continuamente até atingir os 75,5% em 2017 – foram 49,5 mil homicídios contra negros naquele ano e 16 mil de não negros.

O estudo usa a definição do IBGE para definir pessoas negras como as que se classificam como pretas ou pardas. Os não negros são os brancos, amarelos ou indígenas. “Proporcionalmente às respectivas populações, para cada indivíduo não negro que sofreu homicídio em 2017, aproximadamente 2,7 negros foram mortos”, apontam os pesquisadores.

O documento mostra que no período de uma década (2007 a 2017), a taxa de negros assassinados cresceu 33,1%, já a de não negros apresentou um pequeno crescimento de 3,3%. “Analisando apenas a variação no último ano, enquanto a taxa de mortes de não negros apresentou relativa estabilidade, com redução de 0,3%, a de negros cresceu 7,2%”, descreve o estudo.

Discrepância em Alagoas

A discrepância faz com que em alguns estados a diferença entre as vítimas seja ainda mais acentuada. O Atlas destaca o caso de Alagoas, onde a taxa de mortes de negros é de 67,9 por 100 mil habitantes, a quinta mais elevada do país. O mesmo estado tem uma taxa de morte de não negros de 3,7, a mais baixa de todas.

“De fato, é estarrecedor notar que a terra de Zumbi dos Palmares é um dos locais mais perigosos do País para indivíduos negros, ao mesmo tempo que ostenta o título do Estado mais seguro para indivíduos não negros (em termos das chances de letalidade violenta intencional). Em termos de vulnerabilidade à violência, é como se negros e não negros vivessem em países completamente distintos”, dizem os pesquisadores.

Os cinco estados com maiores taxas de homicídios de negros estão localizados na região Nordeste. Em 2017, o Rio Grande do Norte apresentou a taxa mais alta, com 87 mortos a cada 100 mil habitantes negros, mais do que o dobro da taxa nacional, seguido por Ceará (75,6), Pernambuco (73,2), Sergipe (68,8) e Alagoas (67,9).

Já os estados que possuem menores taxas de homicídio de negros foram São Paulo, com 12,6 negros a cada 100 mil habitantes deste segmento; Paraná, com 19; e Piauí, com 21,5.

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Caicó vai ganhar minimercado com funcionamento 24 horas

A rede de minimercado Sempre Tudo vai abrir uma loja na Av. Coronel Martiniano no Centro de Caicó. O empreendimento tem previsão de inauguração no próximo dia 1° de Julho, funcionando 24 horas e todos os dias da semana.

Obras de mansão de Gabriel Diniz são paralisadas pelo seu pai




Cizinato Diniz, pai de Gabriel Diniz, contou para QUEM Acontece que não tem intenção de dar continuidade à construção da mansão que o filho estava fazendo na praia de Intermares, em Cabedelo, na Paraíba. O cantor morreu no dia 27 de maio em um acidente aéreo.

“Alguns sonhos eram dele, a gente não tem intenção de terminar a casa. A gente está conversando com o construtor, que é um amigo, pra parar. A gente pensa em talvez terminar pra vender, mas eu não queria fazer pra vender o sonho dele”, explica ele.

A casa, que foi projetada pelo arquiteto Geisel Soares, estava sendo construída há um ano. O cantor havia comprado dois terrenos em um condomínio fechado para fazer uma casa de 120 metros quadrados, três andares, estúdio, uma sala de cinema, hall, espaço gourmet e garagem para quatro veículos.


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Governo do RN pretende fechar hospital Ruy Pereira


O Hospital Estadual Ruy Pereira dos Santos, referência no Rio Grande do Norte em cirurgias vasculares e principal destino de pessoas em tratamento para problemas como o “pé diabético”, com 80 leitos clínicos de enfermaria e 10 leitos de UTI, vai encerrar as atividades no próximo dia 31 de agosto. O hospital tem quase a metade dos leitos de enfermaria do Walfredo Gurgel, maior unidade hospitalar do Estado, com 182 vagas.

Através de nota oficial distribuída por sua assessoria de imprensa, a Secretaria Estadual de Saúde afirma que a proposta “é distribuir os leitos existentes em outros hospitais da rede estadual de saúde”, como Hospital Giselda Trigueiro na zona Oeste de Natal, Hospital José Pedro Bezerra (zona Norte) e anexo do Hospital João Machado no bairro de Lagoa Nova, embora não detalhe como será a redistribuição e nem mesmo se já há autorização do Ministério da Saúde para este remanejamento.

Bolsonaro confirma plano de trocar cédulas de R$ 100 e R$ 50



O presidente Jair Bolsonaro confirmou na noite de terça-feira que há estudos no governo para a troca das cédulas de R$ 100 e R$ 50 para obrigar que o dinheiro seja depositado no sistema financeiro ou colocado em circulação. A declaração foi dada durante entrevista ao apresentador Carlos Massa, o Ratinho, no “SBT”.

Ratinho perguntou a Bolsonaro “se seria verdade a conversa de mudar” as cédulas de reais e o presidente confirmou: “Chegou ao nosso conhecimento mudar as de R$ 100 e de R$ 50 no prazo de um ano para trocar. Daí quem tem dinheiro guardado por aí vai ter de se virar. Vai no mercado, bota para rodar esse recurso”, afirmou ele, sem revelar como teria tomado o “conhecimento” do assunto Bolsonaro afirmou, no entanto, que “existe essa proposta, mas depende do sinal verde da economia para saber se ela é viável”, disse referindo-se ao custo trazido pela troca do dinheiro.

Bolsonaro não expressou o motivo para o plano de trocar as cédulas de real, mas a chamada “conversa” a que se referiu o apresentador dá conta de que a ideia é apertar o cerco aos donos de cédulas obtidas por meio, por exemplo, de roubo ou corrupção.

Os boatos começaram a ganhar força em maio, com versões de que o governo Bolsonaro planejava a troca das cores das notas ou as figuras de animais por personalidades históricas. À época, diante dos questionamentos da imprensa sobre a suposta troca, o Palácio do Planalto e o Ministério da Economia foram taxativos ao negar a informação, classificando-a como “fake news”.

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