quinta-feira, 11 de julho de 2019


Ministério público recomenda que Ciosp tome providências contra trotes


O Ministério Público do Rio Grande do Norte publicou recomendação nesta quinta-feira, 12, solicitando medidas de combate aos trotes praticados ao serviço “Disque 190”, que é responsável por denúncias e informações à Polícia Militar.

Segundo o 70º promotor de Justiça da comarca de Natal, Vitor Emanuel de Medeiros Azevedo, que é o autor da recomendação, a prática dos trotes traz inúmeros prejuízos ao sistema de segurança pública, e reforça que a medida é um ato ilícito, podendo até mesmo configurar como crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública ou de comunicação falsa de crime ou de contravenção.

MP solicita suspensão de qualquer investigação do Coaf sobre Glenn


O despacho de quatro páginas foi assinado pelo Subprocurador-geral do MP, Lucas Rocha Furtado — Foto: © Reuters

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu nesta quarta-feira, 10, ofício em que solicita a suspensão, caso esteja em curso, de qualquer investigação por parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nas movimentações financeiras do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil. O despacho de quatro páginas, o qual a reportagem teve acesso, é assinado pelo Subprocurador-geral do MP, Lucas Rocha Furtado.

“Solicito que seja determinada a suspensão da elaboração, pelo COAF, de relatório das atividades financeiras do jornalista, se estiverem em curso, ou a abstenção dessa iniciativa, até que o TCU delibere quanto ao mérito da representação”, diz trecho do documento.

No final da última semana, o TCU havia dado 24 horas para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Coaf, Roberto Leonel de Oliveira, detalhassem se Glenn foi ou é investigado pelo Conselho, o que, na visão do TCU, fugiria do papel do órgão.

Para o TCU, qualquer investigação contra o jornalista, por parte do Coaf, pode ser caracterizada como desvio de finalidade, além de uma afronta à garantia constitucional de liberdade de imprensa.

Em ofício encaminhado ao TCU, o ministro da Economia informou não ter conhecimento sobre investigação contra o jornalista. Justificou ainda que o Coaf tem autonomia técnica para abrir investigações sem seu conhecimento e negou ter emitido qualquer ordem nesse sentido. Já o presidente substituto do Coaf, Jorge Luiz Alves Caetano, disse que o órgão não se pronuncia sobre “casos concretos” e não respondeu se a Polícia Federal chegou a pedir investigação nem se o Coaf começou a monitorar as movimentações financeiras de Greenwald.

Na avaliação do Ministério Público junto ao TCU, o ministro da Economia e o presidente substituto do Coaf foram evasivos em suas explicações. “Nem a resposta do ministro da Economia nem a do presidente substituto do Coaf foram claras e objetivas em responder o cerne da questão”, diz Lucas Rocha, em outro trecho do documento.

O MP considerou que a resposta do Coaf e do ministro dão a entender, inclusive, que o Estado estaria disposto a investigar o jornalista do The Intercept Brasil e de haver “a real possibilidade de se produzir um Relatório de Inteligência Financeira” contra ele.

O MP acredita que o uso de recursos públicos para a elaboração de relatório de atividades financeiras do jornalista seria um clássico caso de “retaliação à imprensa perpetrado pela máquina do Estado”.

Segundo Rocha, as respostas de Guedes endereçadas ao TCU não contribuem com o controle externo na busca dos esclarecimentos para a grave situação retratada neste procedimento fiscalizatório. Em outro trecho, Rocha diz que é preciso afastar, mediante atuação do TCU, qualquer dúvida acerca de eventuais atos autoritários do Coaf. Diz ainda que o Brasil não pode, e nem quer, se tornar uma “republiqueta de bananas”.

“Somente em uma republiqueta de bananas – o que o Brasil não quer ser – seria correto usar o aparelho estatal para perseguir qualquer pessoa que contrariasse, com sua atividade profissional, o interesse dos ocupantes momentâneos do poder estatal”, reforça.

Estadão Conteúdo

Fábrica da Volkswagen no México produz o último fusca

Funcionários da fábrica da Volkswagen em Puebla, no México, tiram foto do último New Beetle produzido no mundo, a terceira geração do Fusca. Foto: Fernando Llano/AP Photo

 

Volkswagen produziu nesta quarta-feira, 10, o último Fusca, colocando um ponto final em uma história de mais de 80 anos que revolucionou a indústria automotiva. A unidade derradeira foi montada em uma fábrica na cidade de Puebla, no México, a única que ainda mantinha o icônico New Beetle em sua linha de produção. Com isso, a empresa alemã encerrou a história do modelo mais popular desde a invenção do automóvel.

O fim da produção do New Beetle, considerado a terceira geração do Fusca, foi anunciado em setembro do ano passado, em meio às mudanças na estratégia de mercado da Volkswagen. A montadora deverá ampliar os investimentos nos veículos elétricos e em carros para famílias. A fabricação do Fusca na cidade de Puebla dará lugar à montagem de um novo SUV compacto destinado aos EUA batizado de “Tarek”.

Mais do que um carro, o Fusca se transformou em um ícone da cultura popular ao longo do último século. A história do modelo remete a década de 30, na Alemanha nazista. O ditador Adolf Hitler encomendou a Ferdinand Porsche “o carro do povo” – “Volkswagen”, em alemão. A série foi um sucesso na época, mas precisou ser interrompida durante a 2.ª Guerra.

O modelo começou a ser produzido em massa após o conflito e estreou na América do Norte em 1949. Em duas décadas, tornou-se um dos veículos mais vendidos do mundo.

A consolidação do sucesso veio em 1968, com o lançamento da série de filmes Se meu Fusca falasse, do personagem Herbie, um Fusca falante. Estima-se que mais de 21 milhões de unidades tenham sido vendidas ao longo da história.

“É impossível imaginar onde a Volkswagen estaria sem o Fusca”, disse o presidente e CEO da Volkswagen nos EUA, Scott Keogh. “Embora tenha chegado a hora, o papel que ele desempenhou na evolução de nossa marca fará com que seja amado para sempre.”

Os últimos 65 modelos do “Beetle Final Edition” serão vendidos no México apenas pela internet por US$ 21 mil. “Queremos chegar a novas audiências que estejam habituadas às compras digitais”, disse Juan Pablo Gómez, diretor de marketing da Volkswagen México.

Cada veículo tem uma placa comemorativa seriada, do 1 ao 65. O carro ficará disponível em azul metálico, preto, branco e bege. A última unidade fabricada nesta quarta, em azul metálico, será exibida em um museu da Volkswagen em Puebla.

ESTADÃO CONTEÚDO

Navio do JPMorgan foi encontrado com US$ 1 BI EM COCAÍNA


Autoridades dos Estados Unidos assumiram esta semana um navio da MSC (Mediterranean Shipping Co) que, na última semana, foi encontrado com uma carga correspondente a US $ 1 bilhão em cocaína (ou 20 toneladas). O navio pertence ao JP Morgan Asset Management, de acordo com as informações do The Wall Street Journal.

Com capacidade para 10 mil contêineres, o navio vale aproximadamente US $ 90 milhões e foi construído em 2018. Ele agora está ancorado no rio Delaware, perto do porto da Filadélfia, e, de acordo com as fontes do jornal, o prazo de descanso por tempo relevante.

Oito Membros da tripulação, naturais da Sérvia e de Samoa, foram presos. Outros foram multados e estão sendo processados.

Executivos do setor, advogados especializados na área de náutica e despachantes a serviço da WSJ, que não possuem precedentes, considerando a escala e a idade do navio.