sexta-feira, 9 de agosto de 2019


PF prende 34 em operação mirando núcleo do PCC

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) deflagrou na manhã desta sexta, 9, a Operação Caixa-Forte, mirando um núcleo do Primeiro Comando da Capital (PCC) que gerenciava o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro na facção Até às 13h, a força-tarefa havia prendido 34 pessoas.

A força-tarefa é coordenada pela Polícia Federal e conta com membros da Polícia Civil, da Polícia Rodoviária Federal e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais.

Comissão aprova salário mínimo de R$ 1.040 em 2020, sem aumento real

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou hoje o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixa em R$ 1.040 o salário mínimo nacional em 2020. O valor não representa ganho real em relação ao salário mínimo deste ano, de R$ 998.

Aumento real significa subir além da inflação. Quando um valor é corrigido apenas pela inflação, quer dizer que ele apenas manteve o mesmo nível de antes, considerando a alta do custo de vida.

O aumento de 4,2% corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), um índice de inflação medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O texto que passou pela CMO ainda precisa ser aprovado em sessão conjunta do Congresso Nacional antes de seguir para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Para 2021 e 2022, a proposta sugere que o salário mínimo também seja reajustado apenas pela variação do INPC.

Bolsonaro propôs reajuste só pela inflação

A proposta de salário mínimo foi feita pela equipe econômica do governo Bolsonaro.

Ela representa uma mudança em relação ao modelo de reajuste do mínimo adotado por lei a partir de 2007, nos governos do PT.

Ele determinava que a revisão do salário mínimo levasse em conta o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes mais a inflação do ano anterior, medida pelo INPC. Na prática, essa regra garantia o ganho real do mínimo sempre que houvesse crescimento da economia.

O prazo de vigência da regra venceu no dia 1º de janeiro de 2019.


Em gravação, tesoureiro do PCC crítica Moro: PT com nóis tinha diálogo"

Gravações obtidas pelo Jornal da Record a partir de uma investigação do Ministério Público do Paraná revelaram pela primeira vez o impacto que as transferências dos chefes da maior facção do país, o PCC, para presídios federais causou na comunicação interna da quadrilha. Nas escutas, autorizadas pela Justiça, quem fala é Alexsandro Pereira, conhecido como Elias, que era o tesoureiro nacional da organização criminosa e foi preso nesta semana. Em uma das conversas, ele reclama das ações do atual governo, especialmente de Sérgio Moro, e diz que o diálogo era mais fácil em gestões anteriores.

Em uma das conversas, Elias diz: “A gente sabe que esse governo que veio irmão, esse governo aí ô, os cara começou o mandato agora, irmão, agora que eles começaram o mandato, os caras têm quatro ano aí pela frente, irmão”.

“Os caras tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já começou o mandato mexendo com nois irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão. O… o… quem tá na linha de frente. Então, se os cara começou mexendo com quem estava na linha de frente, os caras já entrou falando o quê?”, afirma.

O traficante passa então a criticar o ministro Sérgio Moro. “Com nois já não tem diálogo, não, mano. Se vocês estava tendo diálogo com outros, que tava na frente, com nois já não vai ter diálogo, não. Esse MORO aí, esse cara é um filha da puta, mano. Esse cara aí é um filha da puta mesmo, mano. Ele veio pra atrasar”.

“Ele começou a atrasar quando foi pra cima do PT. Pra você ver, o PT com nois tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nois cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra nois ficar conversado a caminhada aqui pelo telefone, mano. Mas o PT, ele tinha uma linha de diálogo com nois cabulosa, mano….”, diz Elias.

PlantãoCaico

Polícia Federal realiza operação contra facção na manhã desta sexta-feira (09)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (09), a Operação Caixa-Forte, que combate o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro de uma facção criminosa com atuação nacional.

São 250 agentes, entre policiais federais, rodoviários federais e civis, além de agentes penitenciários, que estão cumprindo 52 mandados de prisão preventiva e 48 de busca e apreensão.