quinta-feira, 10 de outubro de 2019


RN contabiliza média de 1,2 amputações diária por falta de assistência ao paciente pé diabético

Dados foram relevados através de levantamento do CREMERN em coletiva para imprensa — Foto: Reprodução.

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte – CREMERN reuniu a imprensa na manhã desta quinta-feira (10) para uma coletiva sobre a assistência ao paciente pé diabético no Estado e também para comentar sua posição diante da possibilidade do fechamento do Hospital Ruy Pereira, única unidade de atendimento aos pacientes vasculares do RN.

O presidente do CREMERN, Marcos Lima de Freitas, deu início à coletiva fazendo uma explanação do relatório, elaborado pela Câmara Técnica de Cirurgia Vascular do CRM, que mostra o quanto os pacientes vasculares precisam de atenção. Estima-se que o RN possua 350 mil diabéticos, sendo que 280 mil dependem da rede pública. Em 2018, o Hospital Ruy Pereira realizou 1.363 cirurgias, sendo desse total 242 amputações ‘maiores’ (ao nível da coxa e perna), refletindo uma média de 4,6 amputações por semana. Só este ano já foram realizadas 1.737 cirurgias até setembro, e estima-se que até o final do ano serão realizadas mais de 400 amputações maiores com uma média de 8,5 amputações por semana. Também só em 2019, dados revelam um aumento de 121% no número de atendimentos ambulatoriais pela Cirurgia Vascular no Hospital Rui Pereira.

O fluxo de regulação de pacientes com pé diabético e isquemia crítica, feito pela Central Estadual de Leitos está inefetivo, pois os ambulatórios do Hospital Ruy Pereira não funcionam 24 horas por dia, além do hospital não possuir pronto-socorro 24 horas. Assim casos que precisam de uma avaliação mais imediata acabam tendo que esperar para o dia seguinte, ou no caso de final de semana, a espera pode ser de até 48 horas”, afirma Dr. Marcos Lima de Freitas.

De acordo com a Câmara Técnica, para tornar o tratamento adequado e digno à população, será necessária a criação de uma unidade hospitalar para atender os pacientes com isquemia crítica, sendo a mesma responsável pela realização de exames diagnósticos invasivos e pela revascularização dos membros, visando assim diminuir a grande quantidade de pacientes amputados no Estado.

“Para conseguir atender o grande número de pacientes que se apresentam atualmente com esta condição, tal unidade deveria ser responsável por: 15 arteriografias por semana; 10 angioplastias por semana; 05 cirurgias de revascularização (by-pass) por semana e contar com 30 leitos de internação, além de possuir retaguarda de 12 leitos de UTI”, argumenta Dr. Davi Valério Damasceno, membro da Câmara e da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – SBACV – RN.

Um dado que foi revelado e que chamou atenção durante a coletiva é que, através de um levantamento feito pelo CREMERN, no setor de cadastro das pessoas jurídicas da instituição, diversos hospitais públicos na capital e no interior do Estado não têm alvarás do Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária. “Fechar o Hospital Rui Pereira e pulverizar esses pacientes sem uma estrutura que cumpra as recomendações desse relatório, apenas agravará a assistência”, revela a diretoria do Cremern.

De acordo com o CREMERN, todas as medidas cabíveis e necessárias serão tomadas para estruturar a assistência ao paciente com pé diabético e em situação de isquemia crítica, em benefício da população e da boa prática da medicina.

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RN PERDE QUASE R$ 140 MILHÕES QUE SERIAM USADOS PARA PAGAR SALÁRIOS ATRASADOS


A Câmara dos Deputados aprovou os novos critérios de distribuição de recursos da cessão onerosa do pré-sal para os Estados. Agora, 10% dos repasses ocorrerão com base nas regras do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e 5% pela metodologia da Lei Kandir/Fundo de Exportação.

Com isso, o Rio Grande do Norte receberá cerca de R$ 320 milhões, uma redução de quase R$ 140 milhões ao que estava previsto inicialmente, caso prevalecesce a distribuição dos recursos exclusivamente pelas normas do FPE. Para municípios, os critérios permanecem os mesmos, de acordo com o FPM. O projeto ainda precisa ser votado no Senado.

Caso tivesse sido mantido o disposto no relatório inicial do senador Cid Gomes, que determinava a distribuição de 15% dos recursos de acordo com as regras do FPE, o RN receberia aproximadamente R$ 457 milhões. 

Fonte: Portal Grande Ponto / Plantão Caicó.

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Câmara aprova em primeiro turno a criação da Polícia penal

Foi aprovado nesta quarta-feira (9) na Câmara, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 372/2017, que prevê a criação da polícia penal. A matéria contou com o apoio do governo, centrão e de parte da oposição e foi aprovada com 402 votos positivos, e 8 contrários. Os críticos da pauta advertem que isso irá aumentar o rombo das contas públicas.

O texto determina como competência da nova categoria a segurança dos presídios e a escolta de presos, liberando as polícias civis e militares dessas tarefas.   Para os defensores, essa medida também dará agilidade e reduzirá a burocracia em casos de crimes dentro de presídios, uma vez que os próprios agentes poderão investigar.

A PEC inclui a polícia penitenciária no artigo 144 da Constituição, que trata da segurança pública. A redação da lei coloca a polícia penal ao lado da polícia civil, polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal.

Os agentes penitenciários temem que com o momento político que o país vive, em que parte da população, parlamento e do próprio governo se mostram favoráveis à privatizações, isso chegue até os presídios.

Os críticos do texto alertam para o possível inchaço que esta proposta trará aos cofres públicos. Uma vez criada a polícia penal, os mesmos benefícios despendidos aos policiais militares e civis poderá ser estendido a estes profissionais.

“A gente já viu esse filme antes, as carreiras surgem querendo uma mudança na nomenclatura, um benefício que não é financeiro e depois isso gera uma equiparação salarial com determinada  carreira. Mais benefícios para aqueles agentes ou para aquela corporação específica”, afirma o deputado Tiago Mitraud (Novo-MG).

A pressão da categoria sob os parlamentares foi grande. Homens e mulheres lotaram os corretores da Casa nos últimos dias, distribuindo panfletos, abordando deputados e expondo cartazes pedindo pela aprovação. A matéria já foi aprovada no Senado. Ainda é necessário aprovação em segundo turno na Câmara.

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