domingo, 20 de outubro de 2019


Marinha: 525 toneladas de resíduos foram retiradas de praias nordestinas afetadas por óleo


Foto: Marcos Rodrigues/Agência Sergipe Notícias

Desde o dia 2 de setembro, foram recolhidas 525 toneladas de resíduos das praias do litoral nordestino, ao longo dos 2.250 quilômetros afetados pelo óleo. A informação foi confirmada pela Marinha, neste domingo (20). “O cálculo é muito relativo, porque é um material que é recolhido junto com areia”, afirma o comandante de Operações Navais da Marinha, Leonardo Puntel.

Desde o dia 2 de setembro até este domingo (20), o Ibama fez o registro de 67 animais com manchas de óleo. “Isso não quer dizer que esses animais morreram. A gente imaginava que isso seria pior, dada a magnitude do fato”, diz o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Azevedo.

Marinha, Ibama e Governo de Pernambuco concederam entrevista coletiva de imprensa na tarde deste domingo (20), na Capitania dos Portos, no Recife.

De acordo com o comandante de Operações Navais da Marinha, Almirante Leonardo Puntel, essa é a primeira vez vez que um problema dessa magnitude acontece na costa brasileira, o que leva à primeira execução do Plano de Contingência. “O acidente é totalmente inédito no Brasil. Arrisco a dizer que no mundo ocidental, também”, afirma.

De acordo Puntel, as investigações a respeito do óleo continuam. “A certeza que temos é de que não é originário do Brasil. Nosso óleo é fino e a densidade desse material é maior. Sabemos que [o derramamento] teve origem no Oceano Atlântico, entre 500 e 600 quilômetros da nossa costa”, afirma.

A Marinha informou que neste domingo registra a presença de óleo apenas em Sergipe, na Praia do Atalaia, em Aracaju, e em Pernambuco, na no entorno do Porto de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, e na Praia do Cupe, em Ipojuca.

De acordo com o Ibama, equipes monitoram o avanço das manchas, mas o trabalho é dificultado devido à densidade do óleo e à presença de corais. “Existe uma previsão, mas não é precisa por conta da extensão da nossa costa e dos corais, que retêm parte do material”, afirma o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Azevedo.

“Não se consegue achar as manchas com a tecnologia que se tem. Optamos por aguardar as manchas chegarem até a praia para fazermos a retirada”.

G1


Manchas de óleo chegam a Porto de Galinhas


O óleo pesado, parecido com piche, que vem atingindo as praias do litoral nordestino há 50 dias, chegou neste sábado, 19, à praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, um dos destinos mais famosos do país, graças às suas piscinas naturais.

Porto de Galinhas, no entanto, foi bem menos afetada que outras regiões, pelo menos até agora. Hoje pela manhã, as equipes de limpeza, auxiliadas por centenas de voluntários, conseguiram recolher o material com pequenas pás e com as próprias mãos.

A situação foi bem diferente da ocorrida na Praia dos Carneiros, mais ao sul do estado. Em Carneiros, outro destino paradisíaco do litoral nordestino, foram retiradas cerca de 20 toneladas de óleo viscoso. Por lá, a remoção foi feita com máquinas retroescavadeiras.

Ao todo, foram removidas cerca de 30 toneladas de resíduos, em todo litoral pernambucano, totalizando 50 toneladas coletadas nos últimos dois dias. Também foi removido material em alto mar por um dos barcos contratados pelo governo do estado. A embarcação trabalhou nas imediações da praia de Muro Alto, em Ipojuca, já na localidade de Porto de Galinhas.

Nos últimos dias, as manchas de óleo apareceram em maior volume em Alagoas e Pernambuco. Aparentemente, o material está sendo levado pelas correntes marinhas rumo ao norte da região Nordeste. No entanto, não é possível  saber se as praias que já foram limpas serão atingidas novamente, já que ainda não se sabe a origem do petróleo.


Empresa anuncia venda de água do mar engarrafada no Brasil


Após o aval dado pela Anvisa nesta sexta-feira (18), envasadoras de água dessalinizada se preparam para levar o produto ao mercado brasileiro em 2020. A empresa Ocean Par está captando investimentos de US$ 15 milhões para abrir duas fábricas em Bertioga (SP).

Segundo Silvio Paixão, sócio da Ocean Par, a empresa já exportou para mercados de baixa abundância de água doce, mas suspendeu as operações para reformular o processo. Agora também quer fazer condimentos com o que sobra do tratamento da água do mar.

No Brasil, meta é vender com preço acima da água mineral e abaixo das importadas, buscando consumidores que buscam bebidas saudáveis.

Fonte: Coluna Painel S.A./Folha de SP / Portal Grande Ponto.