terça-feira, 19 de maio de 2020


Brasil registra 1.179 mortes nesta terça-feira (19).



Pela primeira vez, o Brasil teve mais de mil mortes registradas em 24 horas pela Covid-19. Foram 1.179 novos óbitos computados, levando o total a 17.971. O recorde anterior era de 881 mortes, em 12 de maio. O País teve ainda mais 17.408 casos confirmados. Já são 271.628 pessoas contagiadas. Os recuperados somam 106.794. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira, 19 de maio.

@plantaocaico 


Justiça determina que médico apague postagens em que ofende governadora do RN



O juiz Giordano Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, determinou que o médico Nelson Geraldo Freire Neto, apoiador de Jair Bolsonaro, retire de suas redes sociais quatro postagens com duras ofensas à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, do PT.

Entre esses ataques, está um discurso feito num caminhão de som, em 26 de abril, num ato na Esplanada, em Brasília, no qual o médico imputa a governadora prática criminosa sem qualquer prova e “ofende a honradez e a imagem (de Fátima) perante o meio social”, conclui o juiz, que concedeu a decisão em caráter liminar.

“A situação exposta é surreal, pois temos um cidadão (Nelson) que sobe num carro de som e brada para o público que lá estava, ser a governadora uma traficante (1 tonelada de droga), uma macumbeira e ser uma pessoa que faz vodu para o presidente”.

Para o juiz, se o médico tem alguma acusação a fazer, que procure a polícia ou o Ministério Público, “e não subir num carro de som, gravar e publicar na internet”.

Giordano Costa diz que houve ataque a honra e classificou a acusação do médico como “discurso tresloucado”.

O juiz fala do contexto político e diz que o país vive uma “acalorada discussão no campo ideológico”.

Com a decisão, de ontem, o médico tem cinco dias para excluir as postagens, sob risco de multa diária. Se desejar, pode recorrer em quinze dias.

Fonte: Radar-Veja - @plantaocaico 

Caicó vai ganhar 42 novos leitos de UTI





O prefeito de Caicó (RN), Robson de Araújo (Batata) destacou nesta terça-feira (19) que o governo federal liberou recursos para o Seridó para a implantação de novos leitos para o Hospital Regional do Seridó e para a Escola de Medicina de Ciências Médicas da UFRN em Caicó.

Batata enfatiza que o governo federal analisou o Plano de Contingência de Enfrentamento ao COVID-19 elaborado na região do Seridó, sendo considerado um dos melhores do Nordeste. Os recursos serão enviados para o Governo do Estado que será responsável pela instalação das novas UTIs, sendo 28 para o Hospital Regional e 14 para a Escola Multicampi de Ciências Médicas.

Hospital Regional do Seridó vai receber 4 milhões e 32 mil reais e a Escola Multicampi de Ciências Médicas da UFRN receberá 2 milhões e 16 mil reais.

@plantaocaico 


China teme nova onda do coronavírus e acelera importações brasileiras


Os chineses estão preocupados com o avanço do coronavírus no Brasil, o que poderia complicar as negociações comerciais nos próximos meses.

Com isso, a China está pedindo às empresas importadoras de grãos e de alimentos que aumentem os estoques de produtos, comprando mais.

Essa preocupação, relatada pela Reuters, refere-se também a outros mercados e se deve ao temor dos chineses de uma eventual segunda onda de infecção mundial provocada pelo coronavírus.

As importações chinesas de alimentos nos últimos meses, principalmente as feitas no Brasil, confirmam essa preocupação.

De janeiro a abril, os chineses importaram o recorde de 24,7 milhões de toneladas de soja no Brasil, 73% de todo o produto que saiu pelos portos brasileiros.

Nesse mesmo período, as compras de carnes no Brasil, incluindo as de Hong Kong, somaram 558 mil toneladas, no valor de US$ 2,11 bilhões.

Das receitas recebidas pelos exportadores brasileiros com as proteínas, 38% vieram da China no primeiro quadrimestre, conforme dados apurados pela Folha.

E o ritmo chinês de importações continua acelerado neste mês de maio. Nos dez primeiros dias úteis, as exportações brasileiras totais de soja já somam 8,8 milhões de toneladas. E a maior parte desse produto vai para a China.

Se for mantido esse mesmo desempenho durante todo o mês, o que não é certeza, o país atingirá a histórica marca de 19 milhões de toneladas comercializadas em apenas um mês. Um sinal do apetite chinês pela soja brasileira é que eles continuam pagando prêmios acima do normal para o produto negociado no Brasil.

No caso das carnes bovina, suína e de frango, o volume deste mês supera em 30% o de igual período do passado.

O principal destino dessas proteínas tem sido a China, dependente de carnes devido à baixa produção de suínos. O rebanho chinês foi devastado pela peste suína africana.

As chances brasileiras no mercado chinês não se limitam a curto prazo, mas deverão continuar firmes nos próximos anos.

O China Agricultural Outlook 2020-2029 prevê que o país se manterá como grande comprador de alimentos do mundo, diversificando fornecedores e dando ênfase para grãos, proteínas animais, lácteos e pescados.

José Mario Antunes, diretor do escritório da InvestSP, em Xangai, acompanhou essa conferência sobre as perspectivas agrícolas para a China e fez uma raio-X das oportunidades brasileiras no mercado chinês na próxima década.

No caso da soja, principal produto exportado pelo Brasil, os chineses deverão elevar as importações da oleaginosa para 100 milhões de toneladas até 2029, uma evolução de 13%.

O Brasil está na lista dos maiores produtores em vários dos produtos dos quais os chineses são e serão dependentes, tais como soja, milho, açúcar e os de origem animal.

Além disso, a China elevará a dependência em trigo, arroz, frutas, ovos, lácteos e pescados, produtos que o Brasil ainda exporta pouco, mas que não deixam de ser uma oportunidade para o agronegócio do país, segundo Antunes.

O cenário chinês é favorável ao Brasil porque o país vem obtendo elevação na produção de vários itens, como o milho, e tem um câmbio favorável para as exportações, o que torna o produto brasileiro competitivo.

No setor de proteína, Antunes destaca que os chineses estão bastante dependentes de carnes suína e de frango a curto prazo, mas que a produção interna deverá se recuperar ao longo dos próximos anos.

FOLHAPRES - @plantaocaico