Frota brasileira de automóveis chega a 10,2 anos e é a mais velha dos últimos 25 anos

abril 11, 2021


A idade média dos automóveis conduzidos pelos brasileiros passou de uma década, atingindo 10,2 anos. Significa que a frota em circulação no País retrocedeu 25 anos em tempo de uso. Quanto mais velhos, maior chance de se envolverem em acidentes e de emitir mais poluição se não forem bem cuidados.

O envelhecimento tem a ver com o “pífio” crescimento da frota de automóveis no ano passado por causa da crise sanitária, explica Elias Mufarej. Ele é diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), entidade responsável pelo estudo que é atualizado anualmente.

Segundo ele, se diminui a entrada de modelos novos no mercado, a idade média da frota aumenta. A pandemia do coronavírus levou a uma queda de 28,6% nas vendas de automóveis novos no ano passado. Descontando-se a taxa de mortalidade (carros com perda total ou desmanches), o total de carros em circulação soma 38,1 milhões de unidades, aumento de apenas 0,5% em relação a 2019.

É o menor porcentual de crescimento desde o início dos anos 2000, quando o Sindipeças começou a publicar esse indicador no relatório sobre a frota brasileira. “Carros mais velhos têm maior possibilidade de apresentar defeitos e provocar acidentes, lentidão no trânsito e emitir mais poluentes se não forem feitas as manutenções corretas”, confirma Mufarej.

Em 1995, a idade média dos automóveis bateu em 10,3 anos. Desde então, seguiram-se 18 anos de rejuvenescimento, chegando a 8,6 anos em 2013. A trajetória de renovação foi interrompida na crise econômica de 2014 e seguiu até o ano passado, mesmo com a pandemia derrubando as vendas. Fábricas e revendas ficaram fechadas no período mais crítico.
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