Nem todos os bancos digitais seguirão no mercado, diz presidente do Original

outubro 31, 2021



💰 Os bancos digitais devem passar por um processo de consolidação em até 3 anos, com a manutenção das marcas que conseguirem ser rentáveis, entregando eficiência e valor para seus clientes. A opinião é do presidente do Banco Original, Alexandre Abreu, ex-presidente do Banco do Brasil, integrante dos conselhos de administração da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e do PicPay e presidente do Banco Original.

À frente de um banco digital que tem 5 milhões de clientes e lucrou R$73 milhões no 1º semestre de 2021, Abreu diz que nem todos os “neo banks” sobreviverão. Ele acredita que o mercado passará por um processo de maturação e consolidação nos próximos 2 ou 3 anos.

O presidente do Banco Original diz que a consolidação dos bancos digitais é natural e já começa a dar sinais, com fusões e parcerias entre esses bancos e empresas de tecnologia ou empresas de maquininhas de cartão. Ele acredita que a união de “bancos com bancos deve ser um pouco mais à frente, porque os investidores vão perceber os que terão retorno”.

Para o executivo, sobreviverão os bancos que conseguirem se rentabilizar, entregando produtos eficientes para os seus clientes. Por isso, o Banco Original optou por ser um “banco completo”. A ideia é oferecer uma ampla gama de serviços –de contas digitais a empréstimos e investimentos–, para que os clientes possam fazer tudo que precisam no banco, sem precisar ter conta em um banco tradicional.

“Muitos bancos digitais lançaram 1 ou 2 bons produtos, muitas vezes isentos. Isso atrai o público, mas, do ponto de vista de rentabilidade, há uma dificuldade, porque o cliente não precisa só de um produto bancário e, em algum momento, os investidores vão exigir retorno e você precisa ter uma receita compatível com o investimento que fez”, fala Abreu.

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