Nem tudo está perdido : Heineken não deve acompanhar aumento de preços da Ambev

outubro 01, 2021



🍺 A Heineken não vai acompanhar a Ambev (ABEV3) e manterá o mesmo preço para as cervejas nos próximos meses, informou a empresa em notícia divulgada pelo Valor Econômico nesta última quinta-feira (30).

De acordo com o Bank of America, a Ambev tende a subir o preço das suas cervejas em cerca de 5% ou 6% após o salto de 10,05% na inflação dos últimos 12 meses.

Os especialistas comentaram que os reajustes da companhia foram diferente para cada marca, como a Stella que subiu 1%, Brahma com alta de 1,5% e Skol com elevação de 0,5%.

Ainda segundo os analistas, essa alta aconteceu no 3º trimestre de 2021. Não obstante, eles também explicaram os motivos para Heineken não aumentar o valor.

“A Heineken mencionou que não está planejando novos aumentos no futuro previsível, mas observamos que a empresa já elevou os preços antes da AmBev, o que também tem apoiado a participação da concorrente”, afirmou o Bank of America.

Para a instituição financeira, mesmo com esses reajustes sobre os produtos, a vendedora de bebidas tende a sofrer entre o final desse ano e o próximo devido à inflação impulsionada pelas commodities.

Ambev

A Ambev tende a sofrer entre o final desse ano e o próximo devido à inflação impulsionada pelas commodities (Imagem: Money Times/ Gustavo Kahil)
“Em 2022, assumindo o valor da cerveja em linha com a inflação, a margem deve mais, apesar de um melhor mix de canais, já que os custos continuarão a subir cerca de 15%, principalmente devido aos preços mais altos das commodities”, comentou o banco.

Por isso, os analistas recomendaram cautela com ação após classifica-la como desempenho abaixo do mercado. (Underperform).

Nem tudo está perdido

A Ágora Investimentos também ficou preocupada com o reajuste de preços, mas no sentido da competitividade da Ambev com a Heineken.

“Esse cenário pode resultar em alguma perda de participação de mercado para a empresa, no entanto, esse risco é mitigado pelo nosso entendimento de que a Heineken terá restrições de capacidade que provavelmente durarão até 2023”, disseram Leandro Fontanesi e Ricardo França ao assinar o relatório da corretora.

⏸ @plantaocaico 

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