Em nova série, boneco Chucky mata para defender amigo gay de bullying

novembro 03, 2021


😱 Dentro dos filmes de terror, não é incomum encontrar tramas nas quais, no final, apenas a menina certinha sobrevive. Dentro do gênero, essa heroína é chamada de final girl. O que não acontece com tanta frequência são os final boys — e, se esses protagonistas forem gays, o fenômeno se torna ainda mais raro. Inconformado com essa falta, Don Mancini, criador da franquia Brinquedo Assassino, decidiu dar continuidade à história de seu boneco diabólico (e desbocado) em uma nova série. Chucky, que chega ao Brasil nesta quarta-feira pelo Star+, se propõe a ser um coming of age (gênero que aborda o rito de passagem rumo ao amadurecimento) em versão LGBT. A nova trilha de sangue feita por Chucky (Brad Dourif) é embalada por sua “amizade” com Jake (Zackary Arthur), um adolescente que sonha ser artista plástico, sofre bullying e tem problemas com o pai por ser gay. 

Engana-se quem pensa que a série decidiu abordar temas relacionados a gênero e sexualidade só agora para surfar na onda. Já na década passada, em O Filho de Chucky, de 2004, Glen (ou Glenda) havia falado para seus pais, Chucky e Tiffany (Jennifer Tilly): “Às vezes quero ser um menino, e às vezes quero ser menina. Ei, eu posso ser os dois” — isso quando as discussões sobre não-binários estavam engatinhando. O brinquedo consola Jake ao descobrir que o garoto tem uma paixonite pelo colega de escola e diz que não tem problemas com isso – afinal, seu próprio filho é de gênero fluido. Ser um serial killer, tudo bem, mas preconceituoso? Jamais.

Depois de 4 anos com a franquia de Brinquedo Assassino parada, o pai do boneco decidiu investir em uma produção com mais contexto e que vai além da busca do assassino por transferir sua alma para um corpo humano. Sem perder o humor ácido e as mortes criativas que fizeram de Chucky um grande vilão de filmes de terror, a nova série, que terá episódios semanais as quartas-feiras, traz de volta os fãs das antigas ao mesmo tempo em que apresenta uma trama moderna aos moldes da Geração Z.

▶️ @plantaocaico 

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