Cientistas criam exame de sangue que detecta depressão

janeiro 07, 2022


🔬 Pesquisadores identificaram um biomarcador em plaquetas humanas que pode ser utilizado para identificar a depressão em exames de sangue. O avanço foi publicado no último sábado (01) na revista científica Molecular Psychiatry. Segundo a pesquisa, o biomarcador pode ajudar a comprovar a eficácia de medicamentos psiquiátricos no tratamento de pacientes com a doença. O estudo é realizado por pesquisadores de instituições norte-americanas, como a Universidade de Illinois e a Universidade de Utah.

A equipe se baseou em pesquisas anteriores feitas em animais e seres humanos, que indicaram que, quando estamos deprimidos, ocorre a diminuição da adenilil ciclase. Essa molécula é produzida por neurotransmissores como a serotonina e a adrenalina, que regulam o humor. Na depressão, a produção da molécula cai pois a proteína Gs alfa, que permite os neurotransmissores fabricarem a adenilil ciclase, fica presa em uma matriz rica em colesterol na membrana celular. É como ela se tivesse “navegando em jangadas” de lipídios.

O estudo identifica nas plaquetas humanas o biomarcador para essa jornada de translocação da Gs alfa nas “jangadas”. Eles esperam usar exames de sangue para mostrar se a proteína está ou não nas "balsas". Assim, os exames possivelmente poderão indicar se os antidepressivos estão funcionando cerca de uma semana após o início do tratamento. Evidências anteriores mostraram que os pacientes com uma melhora nos sistemas de depressão tinham a Gs alfa fora das “jangadas de lipídeos”.

Naqueles em tratamento com antidepressivos, mas ainda com sintomas, a proteína ainda ficava presa nesse trajeto. — "Como as plaquetas acabam em uma semana, você veria uma mudança nas pessoas que iriam melhorar”, conta Mark Rasenick, líder do estudo, em comunicado. “Você seria capaz de ver o biomarcador que deveria pressagiar um tratamento bem-sucedido.”

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