Brasil se prepara para adotar terapia que se mostrou recurso espetacular contra alguns tipos de câncer

junho 26, 2022



🙏 A americana Emily Whitehead (foto), de 17 anos, exibe, orgulhosa, uma lousa na qual marca há quanto tempo está livre de câncer. Em maio, completaram-se dez anos. Diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda, foi submetida ao pesadelo de uma sucessão de tratamentos sem resultados até participar de uma pesquisa de terapia experimental cujo objetivo era fazer uma das células de defesa do corpo, o linfócito T, reaprender a identificar e destruir as células cancerígenas. Deu certo. Emily foi a primeira criança do mundo submetida à terapia batizada de CAR-T. Em 2017, o tratamento foi aprovado pela agência reguladora americana Food and Administration (FDA), sendo considerado pela instituição uma “nova fronteira em inovação médica” e um “ponto de inflexão para curar doenças intratáveis”. No Brasil, só recentemente a Anvisa liberou a CAR-T, na forma de dois tratamentos. Eles são indicados para três tipos de câncer que não respondem aos recursos convencionais: a leucemia linfoblástica aguda de células B, o linfoma difuso de grandes células B e o mieloma múltiplo. Um grupo de hospitais brasileiros, entre eles o Albert Einstein, pesquisa caminhos para baratear a terapia — sem contar internação e eventuais complicações, estima-se que ela custe atualmente algo entre 350 mil e 500 mil dólares. 

▪️ @plantaocaico 

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